5G: A mãe de todas as redes

Imagine um mundo em que não só veículos de transporte, mas também os mais corriqueiros objetos, de um chaveiro a um liquidificador, estarão conectados à internet. Nesse cenário, as cidades se tornarão ‘organismos’ inteligentes. A telemedicina e a realidade virtual farão tarefas que ainda nem conseguimos vislumbrar.
Essa realidade já esbarra em nosso cotidiano. Desde o ano passado, o avanço que permitirá esse admirável mundo novo já está disponível comercialmente: a conexão 5G, já denominada a ‘mãe de todas as redes’.

Ao longo dos últimos anos, nos tornamos consumidores de tecnologia cada vez mais vorazes e exigentes. E, em menos de duas décadas, alteramos nossos hábitos de forma profunda. As poucas horas de conexão à internet – ocorrida de forma esporádica para ver nossa caixa de mensagens ou acessar nosso site preferido – não mais nos satisfazem. Ávidos consumidores de informação, hoje, dependemos de tecnologias que nos tragam informação a todo momento, assim como nos deem um canal de interação para que cada indivíduo seja um componente constituinte e colaborador dessa grande rede.

Nós – com nossas necessidades atuais que nos forçam a ser indivíduos hiperconectados – somos apenas uma peça nesse quebra-cabeça, que surge com o desenvolvimento tecnológico. O setor produtivo (por exemplo, a indústria automobilística) também vê o quanto pode se beneficiar se os equipamentos que compõem sua linha de produção puderem se comunicar com velocidade e confiabilidade necessárias para que possam operar de maneira mais produtiva.

João A. Cal Braz e Rodrigo P. David

Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (RJ)

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