A cartografia a serviço da justiça ambiental

As tecnologias modernas têm permitido a participação mais rápida e ativa de variados atores na construção de representações espaciais que agregam uma ampla gama de informações e são usadas para compreender diversos fenômenos.

Por muito tempo, as questões ambientais e sociais estiveram distantes entre si e eram defendidas por pessoas diferentes. Pouco a pouco, começou-se a enxergar que os problemas sociais e ambientais tinham, na verdade,uma mesma origem: a exagerada importância dada às questões econômicas em detrimento do meio ambiente e de certos grupos sociais.

A partir da Revolução Industrial, a relação da humanidade com a natureza e com o processo de produção começou a se alterar. Desde então, nossa sociedade é pautada por uma demanda crescente por bens e serviços, cuja produção e disponibilização acarretam a exploração desenfreada dos recursos naturais. Para se maximizar a ‘eficiência’ da produção, o processo de instalação de um empreendimento envolve, além da exploração de recursos ambientais para obtenção de matéria-prima, outro tipo de exploração, a social. Desse contexto,emergem os chamados conflitos ambientais, que são, cada vez mais, motivo de luta da área de justiça ambiental.

Paula Maria Moura de Almeida e Carla Madureira Cruz

Departamento de Geografia, Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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