A ciência robotizada

Cada vez mais, programas estão facilitando a vida de pesquisadores na hora de analisar dados, propor hipóteses e discriminar os estudos que realmente importam.

 

O cérebro humano teve uma trajetória evolutiva curiosa. Se, por um lado, o órgão catalisou as mudanças comportamentais que colocaram a espécie em posição única na natureza, por outro, está atualmente viabilizando avanços tecnológicos que oportunamente poderão reclassificá-lo como obsoleto no contexto de sua função mais nobre, isto é, pensar. Observa-se essa tendência, sobretudo, levando em consideração o processamento da informação e a automação.

Já é realidade, por exemplo, a produção de veículos inteligentes – carros e aviões vêm à mente – que dispensam seus condutores. Em várias localidades, os carros inteligentes estão sendo testados e, salvo alguns acidentes de percurso, tudo indica que serão adotados em muitas cidades. Com relação aos aviões, já se prevê que a profissão de piloto deve se extinguir nas próximas décadas. Aviões modernos são capazes de decolar, navegar até seu destino final e aterrissar sem o comando dos arrojados profissionais de outrora.


Essa facilitação da vida dos pesquisadores não é ficção, e a sua concepção é, na verdade, bem plausível


Essa facilitação da vida dos pesquisadores não é ficção, e a sua concepção é, na verdade, bem plausível

Franklin Rumjanek
Instituto de Bioquímica Médica,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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