A dança celeste

Dia, noite, fases da Lua… Podemos perceber uma parte da dança que os astros fazem no céu. Mas muito dessa coreografia – aparentemente imutável – nos escapa aos olhos. Entra em cena então a física, cuja precisão levou à descoberta não só de novos planetas, mas também de fenômenos cósmicos.

A periodicidade dos fenômenos sempre nos chama a atenção. Dia após dia, vemos o Sol, a Lua e os planetas repetirem seus movimentos. O nascer e o pôr do Sol são, diariamente, observados; já os movimentos planetários podem levar anos para que sejam percebidos. Mas podemos entendê-los e prevê-los, graças à nossa compreensão das forças que atuam sobre eles.

Os movimentos aparentes do Sol e da Lua no céu se devem à rotação da Terra ao redor de seu eixo, bem como à translação de nosso planeta em torno daqueles dois corpos celestes. Os complexos movimentos dos planetas que observamos ocorrem graças à combinação da translação e rotação terrestres, bem como o movimento dos próprios planetas ao redor do Sol. Esses movimentos só existem porque há uma força que os domina: a gravidade.

Adilson de Oliveira

Departamento de Física,
Universidade Federal de São Carlos (SP)

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