A origem dos morcegos

Pesquisadores suspeitam que esses mamíferos alados, considerados hospedeiros potenciais do vírus causador da Covid-19, surgiram a partir de pequenos animais insetívoros que planavam entre as árvores em busca de alimento ou para fugir de predadores.

Muita gente se arrepia e torce o nariz só de ouvir a palavra morcego. Ainda mais hoje em dia, quando se suspeita que esses animais sejam hospedeiros do vírus responsável pela pandemia de Covid-19.

Os morcegos pertencem ao grupo Chiroptera, que compreende cerca de 1.200 espécies, aproximadamente um quinto de toda a diversidade conhecida de mamíferos atuais, perdendo apenas para os roedores. Seu tamanho varia de uma envergadura de 15 cm e um peso entre 2 a 3 gramas (menos do que uma moeda de um real) até uma abertura alar de 1,7 m, com peso ao redor de 1,5 kg. São os únicos mamíferos a terem desenvolvido o voo ativo, com suas asas formadas pelo alongamento, sobretudo, dos dígitos das mãos, dos quais apenas o primeiro (correspondente ao nosso polegar) não é envolvido pela membrana alar. Esta se constitui de uma pele muito fina, bastante sensível e elástica, que permite aos morcegos manobrar de forma até mais eficiente do que as aves. Esses mamíferos voadores são encontrados em todas regiões do mundo, com exceção das áreas mais geladas, como a Antártica.

Palaeochiropteryx sp., morcego extinto encontrado em depósito de cerca de 50 milhões de anos (Eoceno médio) na Alemanha. Exemplar depositado no Staatliches Museu für Naturkunde, em Stuttgart (Alemanha).
Crédito: Alexander Kellner

Alexander W. A. Kellner

Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Ciências

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