Erwin Freundlich

O primeiro astrônomo a valorizar a teoria da relatividade geral – em um momento em que a maioria dos cientistas ainda a ignorava – nunca se deu por convencido de que ela estava correta.

A aceitação de novas teorias científicas é sempre um processo controverso. A relatividade geral ‒ teoria da gravitação desenvolvida, entre 1907 e 1915, pelo físico de origem alemã Albert Einstein (1879-1955) ‒ não foi exceção.

Até então, a atração gravitacional era entendida como uma ação que um corpo exercia a distância sobre outro corpo. Segundo Einstein, ela deveria passar a ser vista como consequência da deformação do espaço-tempo – um novo ente físico que amalgamava espaço e tempo. A Terra, por exemplo, ‘sente’ a deformação do espaço-tempo causada pelo Sol e é, então, atraída em sua direção.

A teoria de Einstein colocava em questão os conceitos fundamentais (espaço, tempo, matéria, força etc.) que norteavam a física havia mais de 200 anos, desde os trabalhos do físico italiano Galileu Galilei (1564-1642) e do britânico Isaac Newton (1643-1727). Como seria de se esperar, pouquíssimos físicos concordaram com Einstein em um primeiro momento.

Ele sabia como poderia convencer seus pares. Uma nova teoria deveria prever um fenômeno ainda desconhecido ou explicar satisfatoriamente algum fenômeno conhecido que as teorias vigentes não conseguissem explicar. Assim, ao desenvolver sua teoria, ele indicou três fenômenos que aconteceriam se ela estivesse correta.

O astrônomo alemão
Erwin Freundlich

Thiago Hartz

Instituto de Matemática,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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