Hecatombe do oxigênio

Após o surgimento da primeira célula, a vida evoluiu, mas não sem problemas. Nesta coluna da série sobre a origem dos seres vivos, são apresentados os árduos passos dados pelos organismos até a diversificação da flora e fauna tal qual conhecemos hoje.

Imagine um mundo em que a atmosfera não tenha oxigênio, mas seja composta por dióxido e monóxido de carbono (CO2 e CO, respectivamente), além de gases como sulfeto de hidrogênio (H2S), dióxido de sulfeto (SO2) e metano (CH4). Um mundo com descargas elétricas terríveis, vulcanismo intenso e raios ultravioleta chegando a todos os lugares, já que não há camada de ozônio (O3) para proteção. E mais: uma temperatura passando de 200 °C… Acho que esse cenário é o mais próximo de como alguém descreveria o inferno. E justamente nessas condições aconteceu o que é inimaginável para muitos: a vida surgiu!

Uma das principais necessidades dos organismos para se manter vivos é gerar e armazenar energia. A nossa alimentação nada mais é do que a forma pela qual conseguimos gerar energia para que nosso corpo funcione. Como as primeiras formas de vida conseguiram realizar esse processo é algo ainda bastante debatido.

Alexander W. A. Kellner

Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Ciências

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