Juventude, determinação e sensibilidade

Na primeira vez em que colocou os pés em um laboratório, Bárbara de Paula Pires Franco Guimarães sentiu que poderia ser pesquisadora. Sua intuição estava certa. Mas as surpresas pelo caminho despertariam também a vontade de ensinar. A história desta jovem cientista pode inspirar muitas mais.

Minha mãe, que esteve em jornada solo para cuidar, educar e me sustentar, naquele momento, se viu aliviada. Eu ingressava em uma universidade pública, começaria a minha jornada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) exatamente no curso que tanto queria: educação física.

Desde o início da graduação estive muito voltada para os estudos, tinha a determinação aproveitar ao máximo. Já no segundo período um professor me convidou para participar das suas atividades de pesquisa. Foi a primeira vez que entrei em um laboratório. E foi lá, no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB), que despertei para a ciência, em especial para a pesquisa no campo da neurofisiologia, com ênfase nos sistemas sensório-motores.

Não demorou e fui selecionada para bolsista de iniciação científica em neurofisiologia no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF). Conciliava a nova atividade com a monitoria da disciplina de neurofisiologia e o voluntariado em projetos de extensão universitária para divulgação de neurociências em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. Algo em mim sempre me direcionou às humanidades, meu olhar está sempre voltado às minorias e às questões sociais. Terminei a graduação com menção honrosa, um diploma de dignidade acadêmica conferido aos melhores alunos.

Bárbara de Paula Pires Franco Guimarães

Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino

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