Literatura em tempos de pandemia

Ainda que saibamos estar fora de cogitação usufruir das receitas aviadas por Plínio e suas fontes, cabe, nesta quarentena, uma vista ao século 1 das nossa Era para conhecê-las.

Em tempos em que cientistas do mundo todo buscam incansavelmente uma vacina para livrar a humanidade de um inimigo invisível, bem como mitigar seus efeitos, resta a nós, meros mortais, nos mantermos em quarentena, e quiçá aproveitarmos esse momento para viajarmos até o Império Romano, por volta do século 1 da nossa Era, para revisitarmos o naturalista Gayo Plínio II, conhecido como Plínio, o velho.

Podemos afirmar que Plínio, o velho, além de naturalista, historiador e escritor, foi, acima de tudo, um Garcia Marques avant la lettre, qualidade que mais nos interessa no momento. Nascido em Coma, na Itália, onde viveu o auge do Império Romano, diferente de muitos intelectuais de sua época, não se interessou pela carreira política, pois era o conhecimento do mundo que o seduzia. Escreveu uma vasta enciclopédia, composta de 37 volumes, cujo título é História Natural. Ávido por conhecimento, nosso autor dedicou-se a várias áreas: mineralogia, botânica, cosmologia, geografia, zoologia, antropologia, fisiologia, farmacologia e magia. Filósofos, historiadores, matemáticos, e até mesmo contadores de histórias e de ‘causos’, constituíram-se em suas principais fontes de pesquisa. Dentre esse vasto material, destacamos trechos dos livros que descrevem os fármacos que procediam dos animais e sua importância na cura de várias mazelas.

*Trechos extraídos de: Plínio, o Velho. O homem. Ebook. Tradução: Antonio Fontoura, 2019; Plínio, o Velho. História Natural. Edições Cátedra: Madrid, 2007.

Georgina Martins

Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras)
Curso de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil, Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Escritora de livros para crianças e jovens

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