Louis Pasteur e o Brasil

Em 1884, o imperador Dom Pedro II escrevia ao cientista francês Louis Pasteur solicitando sua ajuda no esclarecimento das causas da febre amarela, doença que assombrava o país. Cientistas brasileiros adotavam as teorias de Pasteur e, de forma independente, também elaboraram conhecimentos importantes sobre a origem de doenças infeciosas. Hoje, mais do que nunca, medidas básicas de higiene e isolamento social, baseadas no pensamento pasteuriano, são a principal arma contra a atual pandemia da Covid-19.

O cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) criou a primeira vacina antirrábica e o processo de destruição de microrganismos patogênicos chamado de pasteurização

Atualmente, o mundo vive apreensivo devido ao surgimento do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que já infectou mais de 2 milhões de pessoas. Cientistas de vários países têm realizado estudos buscando compreender esse vírus e encontrar formas de combatê-lo. Ao longo da história, outras epidemias ocorreram, provocando medo e inúmeras mortes, mas a atual é especialmente impactante em razão da rapidez com que está afetando todo o planeta.

Em meados do século 19, por exemplo, o Brasil foi assolado por uma doença também causada por vírus: a febre amarela. A cidade do Rio de Janeiro, capital do Império, era considerada um dos focos da doença, que matou muitos brasileiros, mas principalmente imigrantes. A situação era tão grave que a cidade ganhou má fama internacional e muitas companhias de comércio se recusavam a passar pelos nossos portos, prejudicando as relações comerciais do Brasil. Além disso, foram impostas quarentenas aos navios brasileiros em diversos países como forma de controlar a epidemia.

Juliana Manzoni Cavalcanti e Vanessa Pereira da Silva e Mello

Doutoras pelo Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde
Casa de Oswaldo Cruz
Fundação Oswaldo Cruz

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