Luz visível: tóxica para as células?

Há muito se sabe que certas radiações, como a ultravioleta e os raios X, são maléficas para as células, devendo ser evitadas. Mas resultados recentes lançam a seguinte questão: deveríamos estender essa preocupação à luz visível?

Imagem de microscopia óptica por meio de fluorescência de uma célula viva de rato-marron (Rattus norvegicus). A mitocôndria é sinalizada pela cor vermelha. O núcleo da célula é a parte azul. Os microtúbulos estão marcados em verde.

Qualquer processo de análise que envolva a interação de radiação com a matéria biológica leva a um paradoxo. A necessidade de feixes de radiação os mais intensos possíveis para aumentar a resolução da imagem leva a riscos consideráveis quando se trata de radiação ionizante (luz ultravioleta, raios X e raios gama). A produção de pulsos rápidos, cada vez mais acessível com tecnologias modernas, minimiza o eventual dano causado pela alta intensidade. Mas não o elimina.

O uso de luz visível em análises microscópicas – prática corrente desde o século 19 – não despertava essa preocupação. No entanto, técnicas ópticas desenvolvidas nas últimas três décadas começaram a apresentar o que se denomina fototoxicidade (efeito tóxico da interação da luz visível com a matéria orgânica).Editorial recente em Nature Methods chama a atenção da comunidade científica para essa questão.

Carlos Alberto dos Santos
Instituto Federal de Educação
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (Natal)

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