Mães fumantes, filhos obesos

Estudo em animais mostra que tabagismo durante o período da amamentação aumenta a probabilidade de bebês apresentarem sobrepeso na vida adulta, mesmo quando as mães pararam de fumar na gestação.

A obesidade é uma epidemia que atinge o mundo todo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de obesidade mais do que dobraram nos últimos 30 anos. Em 2016, 41 milhões das crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou eram obesas no mundo, aumentando o risco de se tornarem adultos obesos e de desenvolverem desordens associadas ao sobrepeso, como dislipidemia – a popular ‘gordura no sangue’ – e diabetes. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2018 indica que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas. Estudo recente realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) revelou que mães que fumam durante o período de amamentação aumentam o risco de seus filhos se tornarem obesos na vida adulta.

Em uma pesquisa experimental com um modelo animal, investigamos os fatores que, durante a amamentação, podem aumentar o risco de desenvolver obesidade e suas doenças associadas, como diabetes, dislipidemias, hipertensão e doenças cardiovasculares. A surpresa veio na análise do fator tabagismo.

Thamara Cherem Peixoto

Programa de Pós-graduação em Biociências,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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