Mary Anning, a caçadora de fósseis

Paleontóloga inglesa foi pouco considerada por seus pares, apesar de acumular em seu currículo um grande número de achados jurássicos e da importância de suas descobertas para a ciência

Retrato de Mary Anning com seu cão Tray. Museu de História Natural de Londres, Reino Unido.

Mary Anning nasceu em 1799 em Lyme Regis, cidade situada em uma região no sul da Inglaterra, tombada como patrimônio mundial da humanidade por suas falésias, que contêm formações rochosas dos períodos Jurássico e Cretáceo (entre 204 a 65 milhões de anos) e expõem milhões de anos da história da Terra. Essa rica costa era o quintal de Mary, filha de um carpinteiro que colecionava e vendia ‘curiosidades’ encontradas nas praias locais.  Foi com ele que Mary e seu irmão aprenderam a reconhecer e retirar, cuidadosamente, das rochas fósseis de todos os tipos.  Após a morte do pai, sua família passou a depender da ajuda paroquial e o pequeno orçamento era complementado com a comercialização de fósseis – em sua maioria, amonitas e belemnitas (cefalópodos extintos).

Ana Lucia Giannini

Departamentode Genética,
Instituto de Biologia,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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