Olhares cósmicos

Os três cientistas que levaram o Nobel de Física deste ano expandiram nossa compreensão do universo, quadro que, com certeza, ganhará novas tinturas e elementos, adicionados por mentes inquietas aliadas a novos instrumentos.

O céu sempre nos fascina. Quando nos afastamos dos centros urbanos, longe da poluição atmosférica e luminosa, ficamos boquiabertos ao contemplar as estrelas no firmamento. Com algum cuidado, identificamos também pontos brilhantes que são os planetas. A Lua, sem dúvida, é um espetáculo único, com suas mudanças de forma ao longo dos meses.

Raramente, podemos observar, em uma mesma noite, todos os planetas visíveis a olho nu. Mercúrio e Vênus aparecem no entardecer ou amanhecer, sempre próximos ao Sol, pois suas órbitas são internas à da Terra. Marte, Júpiter e Saturno, dependendo da época, ficam visíveis a noite toda. Sabemos que há planetas que, assim como uma infinidade de estrelas, nossos olhos não podem ver. Em nosso Sistema Solar, existem Urano e Netuno, que são gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter e Saturno, mas que só foram observados pela primeira vez com auxílio de telescópios, nos séculos 18 e 19, respectivamente.

Adilson de Oliveira

Departamento de Física,
Universidade Federal de São Carlos (SP)

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