Os computadores quânticos estão chegando

Em novembro do ano passado, a gigante da computação IBM anunciou a construção de um chip contendo 50 unidades de informação quântica (50 q-bits), que tem capacidade de processamento muito maior que a de qualquer computador da atualidade. Em março deste ano, a Google também anunciou sua versão de chip quântico contendo 72 q-bits. O investimento de grandes empresas nessa nova tecnologia pode promover, em poucos anos, uma profunda revolução no conhecimento. Como funcionam essas máquinas? E, afinal, para que elas servem?

Desde a descoberta do transistor, em 1947, os computadores têm dobrado sua capacidade de processamento a cada cerca de 1,5 ano. Esse é um fenômeno da tecnologia conhecido como lei de Moore– referência ao engenheiro e empresário norte-americano Gordon Moore, que a descreveu em artigo de 1965.

A lei de Moore é decorrência direta de dois fatores: i) compreensão detalhada que se tem sobre a estrutura eletrônica dos materiais usados nos chips de computadores; ii) aprimoramento das técnicas de fabricação de novos materiais e dispositivos. Ambos se complementam e, curiosamente, dependem da capacidade de processamento dos computadores; ou seja, os computadores precisam evoluir para que haja o lançamento de modelos melhores.

Ivan S. Oliveira
Leo Cirto
Nicolaus Linneu Arcturus
Alexandre M. Souza
Roberto S. Sarthour
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (RJ)

Maury D. Correia
Centro de Pesquisas e
Desenvolvimento Leopoldo Américo
Miguez de Mello (Cenpes,
Petrobras)

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