Os extremos da matemática brasileira

Diretor-geral do IMPA e presidente do ICM 2018, Marcelo Viana aposta na valorização do professor para que o ensino básico nacional dê um salto de qualidade e possa seguir os passos da pesquisa brasileira na área, que está no Grupo dos 5, a elite mundial

Crédito: Daryan Dornelles – IMPA

Durante os Jogos do Rio, em 2016, o diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Marcelo Viana, foi comprar um sorvete para a filha, no Parque Olímpico.Perguntou ao vendedor se poderia pagar com uma nota de 100 reais.“Pode, moço.Eu só não sei fazer o troco” foi o que ouviu de volta.“A fila toda se ofereceu para ajudar e, rapidamente, eu tinha cinco respostas diferentes de quanto era o troco”, relembra para ilustrar que, não importa a profissão, ninguém pode abrir mão da matemática. Nos dois anos seguintes, Viana esteve envolvido na organização de dois outros grandes eventos na cidade: a Olimpíada Internacional de Matemática, em 2017, e o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), em agosto. Ainda que o primeiro tenha reunido estudantes de ensino básico e o outro, alguns dos maiores nomes da área no mundo, para Viana, ambos têm um ponto em comum: tornar a matemática mais próxima da sociedade e mais querida e valorizada pelos jovens, seus pais e professores.

Valquíria Daher
Jornalista / Instituto Ciência Hoje

Daryan Dornelles
Fotógrafo / IMPA- Instituto de Matemática Pura e Aplicada

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