Pelos caminhos da química

Com formação em ciências humanas, docente da rede pública de São Paulo revela como passou a dar aulas de robótica e foi reconhecida como uma das dez melhores professoras do mundo em 2019.

Meu interesse pela química começou cedo, ainda no então chamado colegial. Devo o encantamento que tive e tenho pela disciplina a uma professora, que despertou, não só em mim, mas também em várias de minhas colegas na época, o desejo de ingressar na Faculdade de Ciências Químicas da Universidade Nacional de Córdoba, cidade da Argentina onde nasci. A química me levou a muitos lugares, me proporcionou conhecimento, premiações. Fiz a escolha certa.

Em Córdoba, cidade conhecida como ‘La Docta’ por ter uma das universidades mais antigas da América Latina – fundada em 1613 e berço da Reforma Universitária de 1918, que conquistou o direito de que todos na Argentina ingressassem no ensino superior sem concurso –, vivi com minha família até 1988, quando terminei o doutorado. Sempre tive deles o apoio incondicional para optar pela formação universitária que eu quisesse. Então, após dois anos cursando as disciplinas do ciclo básico no bacharelado, escolhi a carreira de físico-química. A explicação de fenômenos moleculares por meio da combinação da física – com a termodinâmica e a mecânica quântica – e a química, me interessava.

Susana I. Córdoba de Torresi

Instituto de Química,
Universidade de São Paulo

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