Qual a relação entre religião e bondade?

A religiosidade está associada a atos que promovam o bem-estar do outro? Como explicar a ambiguidade entre o discurso religioso de amor e as guerras e perseguições motivadas por crenças religiosas?

Muitas pessoas costumam associar a religião com atos de bondade de seus praticantes. No entanto, essa relação não tem se confirmado ao longo da história. Religiões ocidentais ou do Oriente Médio promoveram e continuam promovendo guerras santas e perseguições em nome de Deus.

Parece haver uma ambiguidade dentro da religiosidade em geral: fala-se de bondade, mas produz-se maldade. De um lado, vemos discursos de amor. De outro, homens e mulheres-bomba tiram vidas em grandes atentados ao redor do mundo. No Brasil, bancadas religiosas assumem partes importantes da política brasileira, proferindo discursos de ódio.

Essa ambiguidade realmente existe? Como podemos explicá-la? O que seria uma religiosidade em prol do outro? É possível uma religiosidade que promova o bem do outro? Participe! Suas dúvidas e seus comentários ajudarão na construção de um artigo para a CH.

Alexandre Marques Cabral
Departamento de Filosofia,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto Federal Colégio Pedro II

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Matéria publicada em 13.02.2019

COMENTÁRIOS

  • Stefano Silva

    Admitindo-se que ateus também são capazes dos mesmos “atos de bondade” realizados por quem professa fé religiosa, segue-se que:
    a) a prática do “bem” independe de se ter prática religiosa;
    b) a religião pode ser utilizada para veicular e embasar atos ofensivos aos princípios basilares da boa convivência.
    Está correta a argumentação?

    Publicado em 13 de fevereiro de 2019 Responder

    • Gelcilio Coutinho Barros

      A natureza não favorece a vida; apenas a permite. Os fenômenos naturais, de acordo com sua qualidade e intensidade, agridem os seres vivos. Viver sempre foi um contínuo processo de adaptação. Com sua enorme curiosidade e capacidade de raciocinar, os seres humanos criaram deuses para explicar por que a natureza lhes é tão adversa, culminando com a morte, um desfecho tão incompreensível como a própria razão de viver. O Homem não encontrou na natureza nem nos deuses expressão alguma concreta e permanente de bondade. Encontrou entre os de sua própria espécie indivíduos capazes, de destruí-lo. Criou regras sociais que sempre foram transgredidas e se viu obrigado a colocar as divindades para avalizar sua leis e de punir seus transgressores e com isso inventou as religiões. Percebeu muito precocemente que a vida é alimentada pela morte. Muito antes de praticar uma religião desenvolveu um senso de justiça e bondade em busca de garantir a própria sobrevivência e perpetuação da sua espécie. Não há qualquer explicação para que o universo seja como é, nem porque a evolução conduziu à formação de um ser humano com tanto talento para a construir e destruir, inclusive a si mesmo.

      Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

      • Wellington

        Devemos entender alguns fatos:
        Por que ao redor do planeta e em todas as épocas os povos mantiveram uma crença com o transcendente? Fatos comuns a diversos povos distantes, espacial e cronologicamente, como a crença numa força sobrenatural que agia na natureza, uma espécie de energia, ao mesmo tempo, desejada e temida; a crença em espíritos.

        De onde aqueles primeiros humanos tiraram essas crenças com sua inteligência ainda concreta, com um psiquismo imaturo semelhante ao de crianças, restritas a um horizonte objetivo, segundo as teorias psicológicas atuais.
        De algum lugar teria de vir esse sentimento de religiosidade e as crenças nos seres espirituais. Sendo Espíritos encarnados, nós trazemos conosco essa intuição que pode ser negada ou aceita segundo as inclinações do indivíduo. E o contato com os fenômenos de efeitos físicos demonstrados por grandes cientistas no começo do século XX, como William Crookes e Charles Richet atribuindo, este último, ao que era chamado de Mana ou Orenda pelos povos primitivos, o nome de ectoplasma. Essas manifestações fundamentaram as crenças que deram origem a todas as religiões naturais.

        Publicado em 14 de fevereiro de 2019

      • Ana Célia

        Execelente comentário

        Publicado em 15 de fevereiro de 2019

    • Raquel Pedrosa de Oliveira

      Boa noite! Tenho muitas perguntas e na verdade poucas respostas:
      1- Se e verdade o que a psicologia diz que qualquer prática religiosa na infância junto das família ajuda na formação de alguém de melhor índole? O fanatismo, preconceito e intolerância também seriam ensinados em algumas religioes.
      2-Uma psicóloga uma vez me disse que a família e Deus. Se isso e verdade a simples convivência com uma família engajada e respeitosa não seria suficiente, mesmo sem prática religiosa, para garantir uma boa índole dessa criança?
      3- Não existe uma confusão entre religiosidade e índole ou talvez espiritualidade?

      Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

    • Felipe

      Deus sempre foi um refúgio para a gente responder nossos vazios, nossas frustrações e nosso pós morte, foi uma explicação para o antes e o depois, o Deus atual tem muita força porque foi interpretado na narrativa histórica, seja de qualquer povo cristão, até os mulçumanos no caso, explicando melhor é como se eu avistasse um sobrevivente de uma queda de avião por exemplo, na minha narrativa eu iria verificar se ele ficou na postura recomendada pela aeromoça se ele estava em um local mais protegido e no fim das minha reflexões se eu não encontrasse respostas eu apenas afirmaria minha ignorância, já um religioso busca explicar por vias esperituais esse evento, foi assim que a Bíblia foi escrita, foram interpretações religiosas de eventos históricos do passado então Deus era para o povo judeu seu protetor e quando algum de ruim acontecia com eles eles explicavam que era algo contra Deus que eles fizeram, os religiosos ainda pensam assim, Deus também é uma via muito fácil de controle, enquanto empresas estudam a fundo psicologia e busca contratar os melhores profissionais de recursos humanos, para obter o comportamento desejado de seus colaboradores, com poucos argumentos e sem critério algum, como ler uma passagem bíblica, você obtém resultados inimaginável, você consegue doações pecuniárias de quem nem tem, cria um sentimento dentro da pessoa de milagre e pecado e pela esperança e culpa vai atuando na mente da pessoa explicando suas tragédias e sucesso, a religião cristã ocidental no Brasil está desta forma e cada vez ganha mais adeptos da ignorância me parece que o capitalismo tem interesse de se apropriar desse tipo de religião também, por fim os maiores problemas de dogmas são encontrados em outras áreas do pensamento humano, os dogmas econômicos está cada vez mais individualizando a sociedade, separando o grupo e explicando o sucesso no mercado e não em um projeto comum nacional, os dogmas científicos também são perigosos muitos reducionistas podem produzir conhecimento que tem resultado ambíguo, toda a evolução nas indústrias e campos para esta gerando uma massa de desemprego nunca antes visto, então não só a religião deve ser totalmente analisada ainda mais nos moldes que se encontra hoje mas também na ausência dela devemos tomar muito cuidado com os dogmas de outras áreas do conhecimento que pode fazer com o homem o que ja aconteceu no século XX.

      Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

  • Alexandre

    Oi, Stefano.
    Acredito que seu raciocínio está correto. A prática do bem não é propriedade privada de nenhuma religião. Por isso, qualquer um pode produzir atos repletos de bondade. Por outro lado, às convicções religiosas podem ser um obstáculo à prática da bondade, uma vez que é possível alguém usar sua crença contra o outro ou ainda tornar o outro invisível por causa da coerência de seu sistema de crenças. Os inquisidores que o digam.

    Publicado em 13 de fevereiro de 2019 Responder

  • Maura S. Costa

    Acredito que religião e bondade não são sinônimos. A bondade é inerente à crenças religiosas pois para ser bondoso não há necessidade de seguir regras religiosas , a bondade assim como a maldade são sentimentos presentes em todo ser humano. A religião usa a fragilidade humana em busca de apoio à suas idéias ( que podem ser bondosas ou maldosas ) e usa essas idéias como forma de manipulação fazendo as pessoas agirem de forma X ou Y mesmo que sejam contraditórias ao sentimento interior de bondade. No caso do cristianismo por exemplo (sou cristã ) sabemos que é contra nossos dogmas matar mas durante a idade média essa premissa foi manipulada para os fins que a religião precisava .

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Gelson Santos

  • Luciano Peres

    Nenhuma, tudo depende do caráter. Também há bondade em ateus e maldade em religiosos, o que sustenta a conclusão

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Marcos

    O problema não é e nunca foi a religião, mas sim a ambição humana em fazer o mal. O primeiro mal é tentar negar a existência de Deus criador usando a propria religião.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Marcone Adriano M. da Silva

    Religião é um sistema de crenças que são repassadas de geração a geração, religiosidade é outra coisa, qualquer pessoa pode ter religiosidade em seus princípios éticos e morais sem necessariamente ser um fiel de algum credo. No entanto acredito que a relação da maioria das religiões com a sociedade sobretudo as monoteístas atuais, sempre foi política,religião também é política mas política não pode ser religião, e me parece que há uma confusão na intersecção entre essas duas dimensões que quase sempre gera conflitos e se transformam em preconceito e opressão a determinados grupos e idéias.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Leonardo Ribeiro

    Bondade (ato) vem do sentimento de empatia. O sentimento de empatia é natural do ser humano. Todas as religiões são sistemas de crenças, dogmas, verdades inquestionáveis. Eis o problema das religiões! Sistemas que não estão abertos a questionamentos, que lançam anátemas, que usam de lavagem cerebral para firmar fidelidade inquestionável levam pessoas com caráter menos desenvolvido à violência.
    Nunca houve uma guerra propagada pelo ateísmo.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Leonardo Ribeiro

    Bondade (ato) vem do sentimento de empatia. O sentimento de empatia é natural do ser humano. Todas as religiões são sistemas de crenças, dogmas, verdades inquestionáveis. Eis o problema das religiões! Sistemas que não estão abertos a questionamentos, que lançam anátemas, que usam de lavagem cerebral para firmar fidelidade inquestionável levam pessoas com caráter menos desenvolvido à violência.
    Nunca houve uma guerra propagada pelo ateísmo.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Flávio

    O que parece é s religiões abraamicas terem “roubado” o conceito de bondade pra si,como uma forma de propaganda.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Ana Paula

    Nao existe esta teoria, ou melhor esta relação.. Ateus também praticam atos de bondade!
    O fanatismo religioso, muitas vezes provocam atos contrários sim. Trazem verdades absolutas que impedem o ser humano questionar as relações sociais, fenômenos , impedindo crescimento da sociedade e evolução em vários aspectos.
    Encontramos em alguns países assim como estamos vivendo um retrocesso tendo no Brasil uma bancada Evangélica no congresso e uma ministra da família que refuta a teoria da evolucao. Não sei se trouxe outra discussão à tona,. Mas estou tão preocupada com os rumos da nossa sociedade Brasileira.
    Não vejo assim um futuro de bondade com a nossa população, pois até então percebemos registros de intolerância e Violência.
    Concordam?

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Douglas

    Partindo de uma perspectiva cristã reformada, a bondade é um dever do cristão, que não implica, necessariamente, em qualquer tipo de recompensa. Você pratica a bondade porque é seu dever, em respeito à Deus para beneficiar o seu próprio, sem esperar nenhuma recompensa por isso. Não se barganha com Deus: a criatura não é passível de negociar com seu Criador, ao contrário da visão popularizada pelas igrejas neopentecostais de que você tem que doar tudo o que você tem (as quais são consideradas heréticas e que envergonham o Evangelho, para lucro próprio).

    Algo que acredito que deve ser posto em questão é que todo sistema de crenças (religiosas, estatais, socioeconômicas, etc.) são, fundamentalmente, idênticos: cria-se um mito ou um ideal a ser alcançado (seja em vida ou pós-vida) e criam-se métodos para que seus seguidores mantenham-se fiéis ao ideal e sejam minimamente capazes de defendê-lo. Por exemplo: pode-se dizer que o mito do comunismo é uma sociedade igualitária, onde os trabalhadores têm acesso às mesmas oportunidades e não são oprimidos por grandes capitalistas, que, para seu próprio lucro, mantém as classes baixas na miséria e sem acesso a recursos. Ao redor disso, criam-se diversos outros mitos para manter seus seguidores fiéis à este sistema de crenças e dispostos a defendê-lo em diversos níveis. Ora, na sua essência, no que isso se difere de uma religião com deuses e leis que as pessoas devem obedecer? O próprio Estado e a ideia de autoridade é uma peça de ficção, criada para manter a ordem na sociedade e facilitar a nossa cooperação, como pessoas, em larga escala, seja lá qual for o objetivo (produção agrícola, guerras, etc ).

    Assim, concluo que a religiosidade, como sistema de crenças e mitos criados para manter certa ordem e determinar padrões éticos, morais e até mesmo comportamentais é o que, fundamentalmente nos difere das outras espécies do planeta (não é possível imaginar um grupo de 1000 cachorros cooperando para atacar um elefante, por exemplo) e, por isso, somos capazes de viver em sociedades tão grandes e complexas, algo que somente a crença em um mito (ou mitos) em comum, é capaz de fazer.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

    • Wellington

      Muito coerente, Douglas. Importante notar que o mito faz parte da tentativa de se entender um fenômeno ou evento superior à capacidade de entendimento de quem os presencia. A mitificação, portanto, decorre de fatos concretos. Aquilo que os materialistas referem, apontando as religiões como fruto da tentativa de suprir necessidades existenciais do ser, não deixa de morder o real. Mas, associados à essas necessidades, frente às adversidades do meio, estão o sentimento íntimo de transcendência e as experiências objetivas desses povos nas relações com espíritos. Nada surge do nada. Assim como a criança modela a sua realidade e a racionaliza segundo suas possibilidades de entendimento, assim fizeram os seres humanos desde os primórdios.

      Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

  • Douglas

    *para beneficiar o seu próximo

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Thales de Magalhães

    As religiões são formas rudimentares do que hoje está classificado como estado. Os mandamentos virou o que hoje chamamos de lei. A obediência às normas é incentivada em ambos os casos. Por isso o bom seria aquele que obedece as leis. Por outro lado, as instituições religiosas são sustentadas pelo capital doado pelos fiéis, para convence-los a doar, as instituições usam um discurso no qual o dinheiro seria usado para diversas formas de caridade e levar religião aos infiéis. Por isso o bom como o caridoso. Concluindo, a definição do que é bom é muitas vezes criada pelas religiões, guerras com contexto religioso são o lado político das religiões, que sempre existiu, reaflorando. Deste modo, o massacre das guerras pode ser facilmente reclassificado como bom, o bom que morreu e matou pela causa. O discurso de amor é um discurso prático, assim como as perseguições a quem pensa diferente, sendo o objetivo do primeiro agregar os membros da religião e o do segundo é eliminar a concorrência.

    Publicado em 14 de fevereiro de 2019 Responder

  • Alexandre

    Talvez, seja interessante levar em conta que algumas tradições consideradas religiosas não têm necessidade de divindade. O zen budismo não possui a necessidade de crença em algum Deus, ainda que alguns de seus autores não sejam indiferentes às divindades presentes em outras tradições religiosas. Por outro lado, há tradições não religiosas (como grande parte dos filósofos gregos) que pensam a noção de bem (e, portanto, a bondade) sem que esta seja refém de códigos morais universalmente válidos, o que assinala a possibilidade de práticas éticas que não referendam valores morais que reforçam o status quo social. Há ainda experiências religiosas que não identificam a prática da bondade com os códigos morais de sua própria tradição, como acontece com alguns místicos cristãos e com o próprio Jesus nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), que criticou o legalismo judaico em nome da criatividade do amor. Acredito que seja importante pensar a bondade não em relação às crenças em torno da divindade ou mesmo em relação às regras morais de uma religião. Mais interessante seria pensar se às práticas religiosas e suas respectivas crenças permitem promover a alteridade, potencializando o outro em seu caminho concreto na existência.

    Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

  • R.Santos

    Nenhuma.
    Existem milhões de ateus espalhados pelo mundo, que são bondosos e praticam a caridade sem nenhum vinculo com ideologias religiosas, coisa que milhões de fanáticos religiosos não o fazem.
    Praticar a bondade, caridade e tantas atitudes altruístas, não requer seguir um ideologia religiosa, embora seja utilizada como justificativa por muitos fanáticos religiosos como uma forma de comprar uma entrada para o paraíso ou esperar encontrar 70 virgens ao morrer sendo que sem um corpo material nada disso tem significado.. DE outro lado existem doutrinas ou religiões que seguem princípios de boa conduta, bondade e caridade, porém seguem regras extremamente egoístas de tentativa de elevação espiritual de um único ser que tenta passar o caminho do nirvana.
    O que realmente vale é a conduta de amar ao próximo como ama a si mesmo, por isso existem tantas guerras e conflitos, por que sobram religiões e doutrinas mas falta o principal, “amor incondicional”, aquele que não se obriga a nada..

    Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

  • Alexandre

    Oi, R. Santos.
    Concordo com você. Talvez, o problema esteja no fato de muitas práticas religiosas transformarem suas mensagens sobre o amor em clichês. Com isso, muitos se perdem nos discursos e não percebem a relação entre eles e o campo da prática.

    Publicado em 15 de fevereiro de 2019 Responder

  • Tássia Galvão

    Bondade em nada tem a ver com religião, tem a ver com o seu caráter e a nossa capacidade de ajudar o outro, de pensar no outro. É o momento em que nos colocamos no lugar do outro, muitas vezes. Na religião pode ter sim muitas ações que remetem à bondade, mas não é uma regra, infelizmente. Se fosse, não teríamos tantos casos de abusos, pedofilia etc. Ser bom e fazer algo bom para os outros é meu, é seu, é de todos que nascem com essa capacidade de fazer o bem.

    Publicado em 16 de fevereiro de 2019 Responder

  • Runawanak

    La música es un ejercicio inconsciente de la aritmética, la religión es un acto conciente del temor, miedo, ignorancia. Y sobre esto se valen muchos para someter para el bien o el mal.

    Publicado em 16 de fevereiro de 2019 Responder

  • Alexandre

    Oi, amigos.
    Quantas posições críticas importantes. Certamente, todas tem razão de alguma forma. O tema é instigante e desafiador. Se levarmos em conta os desafios políticos internacionais da atualidade, é muito importante pensar a relação entre religião e bondade, uma vez que a motivação religiosa de muitas guerras ainda é evidente. Por outro lado, a presença de grupos religiosos na política brasileira é preocupante. Perseguição a grupos sociologicamente minoritários tem sido uma marca de algumas bancadas religiosas no Brasil. Por isso, é preciso pensar também o caráter político da relação entre religião e bondade. Caso contrário, continuaremos a padecer culturalmente.

    Publicado em 16 de fevereiro de 2019 Responder

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