Reflexões geográficas sobre a pandemia

A pandemia da covid-19 emerge num mundo marcado por profundas diversidades e desigualdades de ordem econômica, política, social e cultural e num contexto de confrontos políticos e ideológicos e de aprofundamento das rivalidades geopolíticas, da hegemonia do capital financeiro, das mudanças tecnológicas, das alterações nas divisões do trabalho e nas relações sociais. Essa realidade assume aspectos agravantes no Brasil. A geografia cumpre papel relevante enquanto ciência social ao nos oferecer instrumentos para pensar os aspectos mais estruturantes da desigualdade social e das formas de luta pela vida.

Crédito: Ilustrações Erick Lota/Fiocruz

O filósofo francês Edgar Morin, em artigo publicado em 21/04/20 pelo Instituto Humanitas Unisinos on-line, previa “catástrofes em cadeia provocadas pelo desdobramento incontrolável da mundialização tecnoeconômica, inclusive aquelas que resultam da degradação da biosfera e das sociedades”, embora não tenha imaginado a calamidade provocada pela covid-19. A pandemia emerge num contexto em que o pensamento disjuntor e redutor cartesiano-newtoniano ainda resiste na nossa civilização, nos vários âmbitos da sociedade ocidental.

Morin nos lembra que “esta é a ocasião para compreender que a ciência, diferentemente da religião, não tem um repertório de verdades absolutas e que suas teorias são biodegradáveis sob o efeito de novas descobertas”. Assim, a pandemia expõe a desordem, a incerteza e a perplexidade, e as relações entre a sociedade e a natureza ainda são entendidas por muitos como polos excludentes, concebendo a primeira como fonte ilimitada de recursos à disposição dos seres humanos.

A partir dessa concepção, foram se desenvolvendo políticas nas quais a acumulação passou a se realizar por meio de intensa exploração dos recursos naturais e do trabalho, com efeitos perversos para a natureza e os humanos. A busca desenfreada pelo lucro foi gerando catástrofes como as que agora nos atingem, além de vários tipos de carências que afetam grande parte da população.

Nesse contexto, o jornalista Herton Escobar chama a atenção para a escalada do desmatamento: em reportagem de 10/06/20 (Instituto Humanitas Unisinos on-line) alerta para o crescimento das taxas de desflorestamento no Brasil – em torno de 1.218.708 hectares (ha) em 2019, dos quais 770.148 ha (63,2%) só na Amazônia Legal, que envolve nove estados, e 408.646 ha (33,5%) no cerrado. Escobar destaca que o desmatamento acumulado entre agosto de 2019 e maio de 2020 na Amazônia Legal já é 72% maior do que o registrado no mesmo período anterior, apontando para uma tendência de alta.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2020, o desmatamento na Amazônia Legal corresponde a 10.129 km² e inclui parte de unidades de conservação, terras indígenas, áreas de proteção permanente (APPs) e áreas agrícolas de comunidades tradicionais. Esse quadro mostra que estão dadas as condições para o avanço da fronteira agrícola tecnificada.


A desordem promovida pela expansão da pandemia vem escancarando as extremas desigualdades presentes no território, não apenas relacionadas à questão ambiental e ao trabalho, mas também vinculadas à disseminação da covid-19, alcançando com violência segmentos populacionais mais fragilizados

Uma das críticas de Edgar Morin à razão fechada da lógica clássica é à ideia de ordem – ou seja, de que o universo é ordenado e obedece a um determinismo universal. Entretanto, o autor sustenta que essa concepção mecanizada da natureza mostra que “nosso conhecimento é ínfimo”. A desordem promovida pela expansão da pandemia vem escancarando as extremas desigualdades presentes no território, não apenas relacionadas à questão ambiental e ao trabalho, mas também vinculadas à disseminação da covid-19, alcançando com violência segmentos populacionais mais fragilizados.

 

Geografia e desigualdade social

A geografia serve, antes de mais nada, para revelar as desigualdades socioespaciais. A pandemia da covid-19 torna emergente a discussão sobre as mazelas da sociedade brasileira. As raízes históricas da constituição do Estado e da nação externalizam as situações expostas no momento presente, assim como as lutas nos/pelos territórios tornam-se cada vez mais evidentes.

Uma análise espacial das desigualdades mostra que não ‘estamos todos no mesmo barco’. A covid-19 revela os diferentes territórios existentes no Brasil. O vírus se alastrou por todo o país, revelando as estruturas precárias, vulneráveis e desiguais da nossa sociedade.

Ao analisar os direitos e privilégios da sociedade brasileira, o geógrafo brasileiro Milton Santos (1926-2001) aponta que temos em nosso país, “cidadanias mutiladas”. Essas ‘mutilações’ são intensificadas no período atual: a má distribuição das riquezas geradas perpetua a intensidade da covid-19 em áreas com pouca infraestrutura básica de habitação; o acesso a água – fundamental para a prevenção do contágio – e um direito negado ainda hoje a grande parte da população, não apenas no campo, mas, sobretudo, nas periferias dos centros urbanos.

A paralisação das atividades produtivas e comerciais fez com que trabalhadores e trabalhadoras – principalmente os autônomos e/ou que têm trabalhos informais – fossem diretamente afetados com o fechamento brusco da economia, expondo a desassistência financeira das classes menos favorecidas. Parte dessas pessoas permanece trabalhando, mesmo com todas as recomendações sanitárias contrárias, muitas por não terem assistência alguma dos pacotes de auxílio financeiro e outras para manterem seus empregos, como é o caso de diversas empregadas domésticas. A vulnerabilidade dessa categoria exibe os processos históricos desiguais, mas também a perversidade da classe mais abastada.

 

Corpo e território

Esse ofício não necessário, porém não dispensado durante a pandemia, tem um ponto em comum a quase todas essas mulheres: a cor da pele. O geógrafo Andrelino Campos (1949-2018) revela, em seu livro Do quilombo à favela, que os traços da desigualdade no país têm corpo e território. A pandemia não revela somente as desigualdades sociais, mas também o racismo estrutural e cotidiano da sociedade brasileira.


É necessário racializar o debate a ser feito, pois os dados podem camuflar o racismo cotidiano

Aqueles que continuam trabalhando ou que tiveram sua renda diária interrompida nos centros urbanos – em grande parte residem em áreas precárias de habitação e infraestrutura de serviços básicos – são, em sua grande maioria, negras e negros, assim como os que estão em situação de rua. É necessário, portanto, racializar o debate a ser feito, pois os dados podem camuflar o racismo cotidiano. A geografia tem também o papel de demarcar no território a ausência dos direitos básicos e os processos desiguais.

A desigualdade de gênero também aparece como fato. A sobrecarga do trabalho doméstico recai com mais intensidade sobre as mulheres. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em momento anterior à pandemia, as mulheres se submetiam praticamente ao dobro de horas dedicadas ao trabalho em comparação aos homens. Com a covid-19 e o modelo atual de home office (trabalho em casa), a carga horária extra de trabalho aumentou.

A divisão do trabalho baseada no gênero ainda é uma forma de reproduzir opressões, desigualdades e hierarquizar a posição dominante do homem na sociedade. Além disso, a violência doméstica se torna evidente neste período. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quando comparado aos meses de março e abril de 2019, houve um aumento de 27% nas denúncias contra a mulher registradas na plataforma do Ligue 180 e de 22% no número total de feminicídios.

As análises territoriais também ganham força no campo e nas florestas. No atual contexto político da pandemia, os desafios das populações tradicionais são maiores. Além de tentarem combater a propagação do vírus, também lutam para garantir seus direitos básicos, seus modos de vida e, principalmente, seus direitos territoriais.

Os ataques às políticas e aos direitos desses povos ficam evidentes ao observar o discurso construído pelo presidente da República e pelo seu governo. As diversas investidas do garimpo em terras indígenas na Amazônia, as tentativas de missões evangélicas catequizadoras de adentrarem as terras de povos isolados e as ameaças de remoções, como as vividas pelos quilombolas de Alcântara, no Maranhão, são alguns exemplos dessa política governamental.

O médico, geógrafo e cientista social brasileiro Josué de Castro (1908-1973)  defende, em Geografia da fome, que o abismo da fome e as mazelas desiguais do território precisam ser superados para atravessar quaisquer questões econômicas. No entanto, hoje vemos a complexa dificuldade do país em combater o vírus, seja pela sua desigualdade historicamente estabelecida, seja pelo retrógado pensamento anticientífico dos governantes atuais.

Dessa forma, é necessária a compreensão geográfica dos fenômenos que envolvem os novos tempos. Os dados não são apenas números, eles têm corpo e território. A geografia e as demais ciências humanas podem ser importantes instrumentos de tomadas de decisões na atualidade.


Os dados não são apenas números, eles têm corpo e território

Resistências e luta pela vida

A proteção e a luta pela vida aparecem no centro de diversas ações de indígenas, camponeses, movimentos sociais e dos mais diversos sujeitos que aqui entendemos como vulneráveis e periféricos. À ameaça de doença, morte e aprofundamento da pobreza e miséria, diversos grupos populares respondem com ações de solidariedade, auto-organização e cuidado coletivo.

Embora a geografia tenha sido muito influenciada em sua história pelo ‘darwinismo social’ – tentativa de aplicar a teoria da evolução nas sociedades humans –, ela também nos ajuda a pensar que a luta pela vida não se dá apenas por meio da competição, mas também, e em grande parte, por relações de cooperação, coletividade e ajuda mútua.

Milton Santos, por exemplo, elaborou críticas à ênfase no imperativo da competitividade e à sua real importância na vida cotidiana de homens (e mulheres) “lentos”. Enquanto a fluidez, calcada na competitividade sem sentido ético, é um componente central na organização dos espaços da racionalidade dominante, nomeados por Santos como espaços “luminosos”, coexistem também os espaços das contrarracionalidades e os espaços opacos.

Nos espaços opacos, onde vivem os “homens lentos”, a fluidez e mobilidade acelerada encontram diversos empecilhos e obstáculos. A lentidão dos sujeitos, que pode parecer uma fraqueza no entendimento dos atores hegemônicos, é entendida pelo autor como sua força. Há cotidianamente uma política dos de baixo pautada na necessidade de continuar existindo e fortemente relacionada à solidariedade e cooperação. Esse aspecto do cotidiano é muito mais difícil de ser identificado à distância, muito calcado na espontaneidade e voltado para a manutenção da vida.

Na atual pandemia da covid-19, vemos emergir ambos aspectos, a competitividade e a cooperação, porém se apresentando em contextos bem distintos. No contexto internacional e do mercado mundial, por exemplo, identificamos disputas por equipamentos de proteção individual e respiradores. Querelas entre Estados e empresas pelo domínio de itens fundamentais para a manutenção da vida não parecem novidade. Assim como, entre os pobres urbanos, os “não-possuidores”, os homens lentos, o apoio mútuo em situações de extrema dificuldade também é parte da luta pela vida, que se reafirma no atual contexto.

Diversos são os exemplos de ações de solidariedade por meio de doações e compartilhamento de itens, bem como de organizações coletivas para a autoproteção e autocuidado. Optamos aqui por destacar, a título de exemplo, dois casos. O primeiro se refere a Paraisópolis, bairro da cidade de São Paulo em que lideranças da comunidade organizaram ‘presidentes de rua’ para monitorarem situações de saúde e necessidades emergenciais, assim como campanhas de apoio a diaristas e pessoas desempregadas. Outro exemplo são os diversos povos indígenas que, por conta própria, começaram a organizar formas de proteção e bloqueio de aldeias e terras indígenas, tanto no Brasil como em outros lugares da América Latina.

Buscamos, assim, valorizar essas ações, que podem parecer pequenas e espontâneas, no sentido de combater a banalização da violência e da competitividade como os elementos centrais na vida humana. Importante destacarmos como potentes essas ações coletivas e cooperativas, por serem fundamentais na luta pela vida.

Leia mais

CAMPOS, Andrelino de Oliveira. Do quilombo à favela: a produção do “espaço criminalizado” no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand, 2011.

CASTRO, Josué.  Geografia da fome: o dilema brasileiro: pão ou aço. 10ª ed. Rio de Janeiro: Antares, 1984.

MORIN, Edgar. Por uma reforma do pensamento. In: O pensar complexo, Pena-Vega, Alfredo e Nascimento, Elimar Pinheiro (ORGs). Editora Garamond, Rio de Janeiro, 1999.

SANTOS, Milton. As cidadanias mutiladas. In: O preconceito, Julio Lerner Editor, São Paulo, 1996/1997.

______ Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Júlia Adão Bernardes

Programa de Pós-graduação em Geografia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Roberta Carvalho Arruzzo

Programa de Pós-graduação em Geografia
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Daniel Macedo Lopes Vasques Monteiro

Programa de Pós-graduação em Geografia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Matéria publicada em 10.08.2020

COMENTÁRIOS

  • NILDSON DE AVILA SILVA

    Há um componente “pós-moderno”, relativista e anti-científico que assombra em parte as ciências sociais que vale a pena prestar atenção aqui:

    Morin: “esta é a ocasião para compreender que a ciência, diferentemente da religião, não tem um repertório de verdades absolutas e que suas teorias são biodegradáveis sob o efeito de novas descobertas”.

    Isto é simplesmente falso.

    Para começar, não existe verdade relativa, a verdade é verdade e é absoluta. O que ocorre muitas vezes é que sabemos parte dela de forma que uma visão individual pode divergir de outra individual dada as condições individuais, mas que no todo deve convergir numa teoria universal, que englobe as condições individuais na explicação.

    Além disto, a própria afirmação “a ciência não tem repertório de verdades absolutas”, seria uma verdade absoluta? Se não é, seria relativa? Mas então a ciência teria ou não teria repertório de verdades absolutas a depender do observador? Como isto seria? Se por outro lado é verdade absoluta, e se na ciência não temos verdades absolutas, a afirmação não seria científica. Se não é científica, seria filosófica? Mas haveria verdade absoluta em filosofia? E se há, que critério para justificar esta “verdade absoluta”? Esta verdade mestra que define a natureza de todas as outras verdades?

    Há sim “verdades absolutas” na ciência: “a Terra não é plana” (e ponto, qual cientista sério pensa o contrário? que evidencia temos para pensar o contrário?), “a vida surgiu através de um processo de seleção darwiniana” (idem), “a energia se conserva”, “a entropia aumenta”, etc. De fato é muito improvável que novas descobertas tornem estas “teorias” “biodegradáveis” (seja o que for que isto signifique neste contexto).

    Como ficariam as ciências sociais se não temos “verdades absolutas”? “Existe racismo no Brasil” seria relativo? “Há uma epidemia no Brasil”. “Há desigualdade”. “Políticas sociais são necessárias”, seriam afirmações relativas? Então é correto que o poder público simplesmente negue isto tudo, pois é relativo mesmo, depende do observador. Devemos crer nelas por que se são relativas? Se são relativas fica a critério de cada um crer ou não. Justifica-se estas crenças com pesquisas por que? Se não há “verdade absoluta” em ciência?

    Por outro lado, o que caracteriza e diferencia a religião da ciência não é presença de “verdades absolutas” na primeira. Se observarmos as religiões, elas evoluem também. Não temos as mesmas religiões de milênios atrás, apesar da crença dos religiosos atuais de que sua própria religião surgiu pronta. Todas evoluíram pelo contexto, portanto suas “verdades absolutas” não seriam tão absolutas assim, pelo menos em relação ao tempo. O que diferencia é o método adotado para mudar os dogmas.

    O que caracteriza a ciência, penso eu, é a sua posição honesta de nossa limitação epistemológica. Não temos garantia de que sabemos a verdade, portanto sempre devemos estar dispostos a rever nossas crenças. Isto é muito diferente de não existir “verdade absoluta”. Revemos nossas crenças justamente porque existe uma verdade que está lá fora (copyright: ufologia), verdade esta que não liga para o que cremos dela. A diferença da ciência para os demais, é que devemos ser humildes epistemologicamente de forma a admitir que talvez estamos enganados.

    Publicado em 11 de agosto de 2020 Responder

  • Maria Inez do Espírito Santo

    Gostei muito do artigo, que traz reflexões e alertas de reconhecidos pensadores, atualizando as questões tratadas por eles, nesse momento em que somos atravessados pela pandemia.
    Parabéns, Julia Adão Bernardes, Roberta Carvalho Arruzzo e Daniel Macedo Lopes Vasques Monteiro! As pequenas ações cooperativas podem significar, de fato, o início de um movimento de reumanização das sociedades contemporâneas.

    Publicado em 11 de agosto de 2020 Responder

  • a saúde e a vida. Dependendo do território onde vivemos não temos acesso ao pensar mais aprofundado e atualizado. PARABÉNS pra Júlia, mestra e amiga, e aos demais pensadores María das NevesOliveira

    Nestes tempos de pandrmia, pensamos na saúde e na VIDA. Dependendo do território onde vivemos, não temos acesso a material para aprofundar o pensar aprofundado e atual.
    Parabéns pra Júlia, mestra e amiga e aos demais pensadores..
    Maria das NevesOliveira

    Publicado em 12 de agosto de 2020 Responder

  • Marília Leite Cafezeiro

    Parabéns, a Júlia, Roberta e Daniel por nos apresentarem suporte teórico para analisarmos esse contexto de perversidades em que se insere esta pandemia. Precisamos acreditar noutras formas de existir neste planeta.

    Publicado em 12 de agosto de 2020 Responder

  • Verlan Valle Gaspar Neto

    Não entrarei no mérito da discussão feita por outro leitor acerca do excessivo relativismo que permeia o artigo. Considero-a urgente e pertinente, embora discorde da forma aparentemente agressiva como foi colocada. O que eu quero apontar é outra coisa. Eu não sei em que medida a Geografia foi influenciada pelo darwinismo social, mas é um erro lamentável afirmar que o darwinismo social consiste na aplicação da teoria da evolução biológica nas sociedades humanas. Primeiro porque é preciso discutir o que se entende por evolução; segundo porque a noção de evolução unilinear e teleológica das sociedades e culturas humanas é anterior à teoria da evolução darwiniana; terceiro porque ao contrário da primeira, a teoria da evolução de Darwin é multilinear e não teleológica. Há de se acrescentar ainda que, ao lado dos religiosos, muitos teóricos do evolucionismo social foram contrários à tese evolutiva de Darwin. Foram responsáveis, inclusive, pelo seu ostracismo até as primeiras décadas do século passado.

    Publicado em 17 de agosto de 2020 Responder

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