Ressonância e envelhecimento cerebral

Todos os órgãos envelhecem do mesmo modo? Ou cada um à sua maneira? Ainda não há resposta definitiva para essas perguntas. Mas uma nova técnica traz novos dados para a discussão e ajuda a entender como se dá o envelhecimento cerebral.

Acima, cérebro atrofiado de um portador de Alzheimer; abaixo, órgão de uma pessoa sadia.
Crédito: Wikimedia commons

Os processos de envelhecimento dos materiais biológicos envolvem várias mudanças fisiológicas em nível celular que podem manifestar-se macroscopicamente. Talvez, a principal alteração seja a atrofia, que pode ser facilmente monitorada.

Em alguns casos, essa atrofia pode ser detectada em escala microscópica, por meio da perda de tecidos e do aumento de água. Trata-se de um processo seletivo, específico de certas áreas do cérebro, e acredita-se estar correlacionado com a diminuição da capacidade cognitiva no Alzheimer, quadro neurodegenerativo marcado pela perda de memória e mais comum em idosos.

Além da atrofia, existem alterações moleculares típicas de cérebros normais e daqueles com alguma patologia. Por exemplo, mudanças no lipidoma (conjunto de gorduras das células) observadas com o envelhecimento são associadas a doenças neurológicas severas.

Carlos Alberto dos Santos
Instituto Federal de Educação
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (Natal)

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