Retratos de um sobrevivente

Atividades humanas recorrentes desde o século passado vêm transformando o rio Paraíba do Sul, reduzindo sua largura média e seu volume, com consequências drásticas para as populações que dele dependem.

Com grande importância no cenário nacional, banhando os maiores polos industriais e populacionais do país, o rio Paraíba do Sul é a principal fonte de água de 28 municípios e dos moradores do Rio de Janeiro e de sua região metropolitana. A intervenção humana – por meio de ações, como irrigação, produção de energia elétrica, uso industrial, diluição de esgotos e abastecimento – vem aumentando desde o século passado, com impactos sérios em seu curso e nas suas margens. Estudos recentes indicam que o rio já mostra sinais de que não demorará a agonizar se não forem tomadas medidas de gestão e recuperação concretas com urgência.

O Paraíba do Sul nasce timidamente com o nome de Paraitinga (que significa ‘águas claras’ em tupi-guarani) no município de Areias (SP), no alto da serra da Bocaina, a mais de 1.800 metros de altitude. Alimentadas pelas chuvas, suas águas ganham volume e força até o encontro com um importante coadjuvante: o rio Paraibuna (‘águas escuras’, em tupi-guarani), ponto a partir de onde o rio assume o nome oficial de Paraíba do Sul (‘águas rasas, imprestáveis à navegação’, em tupi-guarani). Da nascente à foz, o rio percorre aproximadamente 1.150 quilômetros antes de entregar suas águas ao oceano Atlântico.

Flavio Lemos Matassoli e Luciana Barros de Arruda

Instituto de Microbiologia Paulo de Góes
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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