Risco no ar que respiramos

Ozônio e material particulado são os poluentes mais preocupantes nas grandes cidades. Artigos científicos mostram que a exposição a esses contaminantes aumenta o risco de apresentar problemas respiratórios, transtornos cardiovasculares e câncer.

Há muito mais do que oxigênio (O2) e nitrogênio (N2) no ar que respiramos. Embora esses sejam os componentes principais (78% de N2 e 21% de O2), o ar também é formado por argônio (Ar), dióxido de carbono (CO2), gases nobres e quantidades variáveis de vapor d’água. Devido às atividades humanas (chamadas antrópicas) e a alguns processos naturais, o ar contém, ainda, outros constituintes minoritários, como os compostos orgânicos voláteis (COV) e partículas sólidas e líquidas.

A partir da Revolução Industrial (1760-1840) houve um aumento considerável das emissões de compostos minoritários como consequência das atividades antrópicas. O crescimento da população, a aceleração da urbanização e as mudanças nos padrões de consumo levaram a um acréscimo no uso de recursos, na geração de resíduos e na deterioração da qualidade da água e do ar.

Graciela Arbilla ([email protected])

Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Cleyton Martins da Silva

Engenharia Ambiental
Universidade Veiga de Almeida

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