Vacinação: estratégia para reduzir a desigualdade

Gratuito e acessível a toda a população, Programa Nacional de Imunização brasileiro é poderosa ferramenta de redução de diferenças sociais, mas enfrenta obstáculos como corte de verbas e crescimento dos movimentos antivacinação.

 

O Brasil é um dos 10 países mais desiguais do mundo, apontou diagnóstico de 2017 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Mas, quando se trata de vacinação, o abismo crônico entre brasileiros pobres e ricos não é tão profundo como em outros setores da sociedade. Independentemente de classe social, etnia ou credo, todos podem receber as vacinas distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que comprova a força de programas de imunização universal no combate à desigualdade.

No ano em que a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia trata da ‘Ciência para a Redução das Desigualdades’, é essencial falarmos das conquistas do trabalho de vacinação no Brasil, mas também pensarmos nos muitos desafios que se impõem, como o crescimento do movimento antivacinas, os cortes de verbas para a saúde pública, a volta de algumas doenças que já tinham ficado no passado e a necessidade de se desenvolverem novas fórmulas para prevenir e combater outros males.

Herbert Leonel de Matos Guedes

Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Campus Duque de Caxias Professor Geraldo Cidade
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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