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Contra todas as expectativas

Sonia Guimarães é a primeira negra brasileira a se tornar PhD em física. Embora concursada, foi expulsa do ITA. Conseguiu retornar, mas segue excluída. Do lado de fora, faz repercutir a sua história e não teme dizer: “o ITA não gosta de mim, mas o Brasil gosta!”

Estereótipo: ameaça invisível

Crença infundada de que mulheres têm menos habilidades do que homens em algumas áreas, como matemática e orientação espacial, pode levar à falta de representatividade do gênero no ambiente dos jogos digitais e até prejudicar o desempenho das jogadoras.

O cuidar e a arte

Enfermeira, assistente social, compositora, cantora, negra e sambista, dona Ivone Lara foi pioneira em vários aspectos: destaque para a introdução da música na terapia de alienados, como complemento da reforma psiquiátrica inaugurada por Nise da Silveira.

Entusiasmo nos desafios

Estudiosa da bacia amazônica e de temas de fronteira, como o tráfico internacional de drogas, a geógrafa Lia Osorio Machado teve influências de peso em sua trajetória que fortaleceram sua luta contra a ignorância.

Gertrude e os antivirais

Recusada em uma entrevista de emprego por ser uma “influência distrativa” para os homens, Gertrude Elion desenvolveu o aciclovir e outros fármacos e, em 1988, recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.

As barreiras que (ainda) impedem o avanço feminino na ciência

Com uma carreira expressiva em ensino e pesquisa, a química Maria Domingues Vargas fala dos estereótipos de gênero e dos vieses inconscientes combatidos pelo Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência, da Universidade Federal Fluminense.

Todo o poder dos dados

Professor titular da Escola de Comunicação da UFRJ e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Marcos Dantas fala da importância de regular plataformas digitais como Facebook e Google, que usam os dados dos usuários do mundo todo para lucrar em seu país de origem, os Estados Unidos.

Perdas florestais no Xingu

Análises espaciais e temporais dos padrões de desmatamento na bacia hidrográfica apontam para uma cobertura majoritária de pastagem e agricultura no período de 1985 a 2019. A partir dessas ‘trajetórias evolutivas’, é possível saber ‘quando’, ‘quanto’, ‘onde’ e ‘o que’ se perdeu de floresta.