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Contra todas as expectativas

Sonia Guimarães é a primeira negra brasileira a se tornar PhD em física. Embora concursada, foi expulsa do ITA. Conseguiu retornar, mas segue excluída. Do lado de fora, faz repercutir a sua história e não teme dizer: “o ITA não gosta de mim, mas o Brasil gosta!”

Estereótipo: ameaça invisível

Crença infundada de que mulheres têm menos habilidades do que homens em algumas áreas, como matemática e orientação espacial, pode levar à falta de representatividade do gênero no ambiente dos jogos digitais e até prejudicar o desempenho das jogadoras.

Na África, o berço da universidade

Egiptologia eurocentrista apaga protagonismo negro africano da produção intelectual de Kemet, onde nasceu o primeiro centro de altos estudos e foram desenvolvidos escrita, arquitetura, agricultura, medicina e literatura.

O cuidar e a arte

Enfermeira, assistente social, compositora, cantora, negra e sambista, dona Ivone Lara foi pioneira em vários aspectos: destaque para a introdução da música na terapia de alienados, como complemento da reforma psiquiátrica inaugurada por Nise da Silveira.

Entusiasmo nos desafios

Estudiosa da bacia amazônica e de temas de fronteira, como o tráfico internacional de drogas, a geógrafa Lia Osorio Machado teve influências de peso em sua trajetória que fortaleceram sua luta contra a ignorância.

Gertrude e os antivirais

Recusada em uma entrevista de emprego por ser uma “influência distrativa” para os homens, Gertrude Elion desenvolveu o aciclovir e outros fármacos e, em 1988, recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.

A matemática vivida em uma vila

Imagine um país com dezenas de milhões de habitantes, com sérios problemas no sistema educacional, uma alta desigualdade social e uma paixão quase insana pelo futebol. Foi lá, na Turquia, que brotou uma extraordinária experiência de aprendizagem conhecida como a Vila Matemática, fruto do trabalho do matemático Ali Nesin, o entrevistado da CH deste mês.

As barreiras que (ainda) impedem o avanço feminino na ciência

Com uma carreira expressiva em ensino e pesquisa, a química Maria Domingues Vargas fala dos estereótipos de gênero e dos vieses inconscientes combatidos pelo Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência, da Universidade Federal Fluminense.

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