A terra no futuro

Como seria o planeta com  4°C a mais? Haveria secas, o nível dos mares aumentaria, a relação costa-continente seria outra. Os mapas e a cartografia teriam de se adaptar.

Pois bem. Uma instituição do governo britânico usou o Google Earth – programa do Google que permite simular um mapa tridimensional – , foi ao futuro e tentou prever o que aconteceria: a agência criou um mapa interativo que oferece aos internautas a chance de ver os impactos de um aumento de temperatura ao redor do mundo.

O Brasil poderia sofrer com a diminuição de sua produção de soja e atingir perdas de até 40% nas plantações de milho e trigo

As regiões no mapa são circundadas em diferentes cores. Cada cor aponta um possível impacto na região, como a seca, o aumento no nível dos mares, as temperaturas extremas, os ciclones tropicais, entre outras mudanças.

As projeções do efeito do aumento de temperatura foram estimadas com base em modelos climáticos do Centro Hadley da Agência Nacional de Meteorologia do Reino Unido. De acordo com o mapa, o Brasil poderia sofrer com a diminuição de sua produção de soja e atingir perdas de até 40% nas plantações de milho e trigo.

Esse problema também seria compartilhado com regiões de baixas latitudes (no caso do milho e trigo) e com a América do Norte e Ásia Meridional e Oriental (soja). O dia mais quente do ano na Europa, por exemplo, teria 8ºC acima da medição habitual.

Segundo a instituição que promoveu o estudo, o Foreign & Commonwealth Office (uma espécie de escritório que representa o governo britânico pelo mundo), o ideal seria que o aquecimento global não passasse de 2ºC. Para o FCO, números superiores a esse poderiam por em risco a prosperidade e segurança do planeta.

No mesmo portal, há vídeos de cientistas falando sobre o assunto. No vídeo abaixo (em inglês), a cientista Joanne Camp, do Centro Hadley, fala sobre a relação entre os ciclones tropicais e as mudanças climáticas.

Ainda na página da FCO, podemos conhecer alguns projetos de preservação que vêm tentando fazer com que essas projeções não venham a se concretizar.


Debora Antunes
Ciência Hoje On-line