Streaming ou mp3? uma discussão que poderia ter sido

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Tarde de quarta-feira na Campus Party. Assisti há pouco ao debate: O fim do MP3?, que se propunha a falar da substituição do download  de músicas em formato MP3 pelo streaming. A premissa é a de que, em pouco tempo, ‘baixar uma canção’ será coisa do passado; encontraremos com mais facilidade músicas que já estão disponíveis para ser ouvidas diretamente na rede, em streaming.

Portais que já nos possibilitam consumir música dessa maneira existem aos montes. O mais conhecido é o MySpace, mas outros, citados no debate, começam a ganhar força na internet. São os casos do SoundCloud e do Last.fm.

O caso é que, durante o debate, a proposição inicial (streaming x MP3) foi pouquíssimo explorada. Uma pena, porque na mesa havia pessoas muito atentas à indústria cultural para falar sobre o tema. Estava presente, inclusive, o gerente comercial da Last.fm no Brasil: André Luiz Gyukozits. Além dele, o debate contava com o editor do Caderno Link, do Estadão, Alexandre Matias; o jornalista musical e ex-membro do MySpace Brasil Thiago Carandina; o repórter do Portal MTV Brunno Constante e outros dois representantes da MTV, Zé Antonio Algodoal e Thiago Taboada.

A conversa rumou, muito rapidamente, para discussões importantíssimas, mas já travadas inúmeras vezes em outros eventos e em diferentes mesas da própria Campus Party: o fim das gravadoras, artistas x grandes gravadoras, fim do CD, direito autoral, ‘do que os artistas vão viver?’.

Tudo soou um pouco como ‘já vi esta conversa outras vezes’. Fiquei com vontade de que a discussão continuasse de uma afirmação feita por Alexandre Marias durante a mesa:  “No futuro, vamos escolher o nome do artista e dar play, não vamos precisar baixar música”.

A questão é: a partir desse ponto, o que muda? O debate não ajudou a encontrar uma resposta.


Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line