O destino pós-morte do cérebro de Einstein

Órgão foi retirado do corpo do físico depois da autópsia e estudado para tentar explicar como funcionava uma das mentes mais brilhantes da ciência

CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS

Em 1955 o mundo perdeu um grande cientista, considerado o maior físico da história por muita gente. Aos 76 anos, Albert Einstein deu entrada no hospital de Princeton (EUA) com fortes dores abdominais. Um aneurisma se formou em sua artéria aorta, o maior vaso sanguíneo do corpo, causando uma ruptura. Depois de ser medicado para reduzir a dor intensa, Einstein foi levado a um quarto da enfermaria, mas, à 1h15 da madrugada do dia 18 de abril, faleceu enquanto dormia, tranquilamente. Ele havia avisado aos médicos que não queria o uso de aparelhos para prolongar a vida. E como também não desejava velório ou cerimônia, seu corpo foi cremado sem muitas pompas e homenagens. 

Antes de sua cremação, porém, algo muito estranho aconteceu. O cérebro de Einstein foi removido do corpo, sem autorização em vida do cientista alemão ou, posteriormente, de sua família. O responsável pelo “feito” foi o médico patologista Thomas Harvey (1912-2007), o mesmo que realizou a autópsia do físico. Após a necrópsia, Dr. Harvey removeu cuidadosamente o órgão e o colocou em um frasco com formaldeído, um reagente químico usado para preservar órgãos e tecidos para estudos. Em seguida, o médico colocou o órgão preservado em seu carro e dirigiu até a Filadélfia, mais exatamente até a Universidade da Pensilvânia. Dr. Harvey não era um ladrão de órgãos, tampouco um colecionador ou vendedor, mas achou um desperdício que o cérebro do homem mais inteligente do mundo fosse cremado, sem que a ciência tivesse a chance de analisá-lo minuciosamente.

Dr. Harvey não era um ladrão de órgãos, tampouco um colecionador ou vendedor, mas achou um desperdício que o cérebro do homem mais inteligente do mundo fosse cremado, sem que a ciência tivesse a chance de analisá-lo minuciosamente