Zoonoses: o protagonismo humano em pandemias, epidemias e surtos

Na natureza, as chances de um patógeno, como um vírus, causar danos à saúde – ou mesmo a morte – de seus hospedeiros específicos (humanos ou animais) é reduzida. Porém, as doenças infecciosas têm avançado, e o exemplo mais evidente é a atual pandemia da Covid-19.
A razão mais forte para esses cenários está na quebra das chamadas barreiras sanitárias naturais – principalmente, aquelas entre humanos e espécies silvestres –, o que é potencializado, por exemplo, por desmatamentos, assentamentos, caça, garimpos, comércio e consumo de animais silvestres.

Os humanos vêm presenciando um avanço de doenças infecciosas que se tornaram ameaças globais à saúde pública, ceifando vidas e impactando a economia global. Exemplos dessas doenças são influenza, gripe espanhola, gripe suína, gripe aviária, Aids e ebola.


As doenças infecciosas matam anualmente 14 milhões de pessoas no mundo – desse total, 10,5 milhões têm sido atribuídos às zoonoses

Essas enfermidades têm em comum o fato de serem zoonoses, ou seja, se originaram em animais silvestres ou domésticos e se espalharam para humanos. As doenças infecciosas matam anualmente 14 milhões de pessoas no mundo – desse total, 10,5 milhões têm sido atribuídos às zoonoses.

Helena Godoy Bergallo e Maria Alice Santos Alves

Departamento de Ecologia
Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Walfrido Tomás

Laboratório de Vida Selvagem,
Embrapa Pantanal