As conclusões de César Lombroso sobre os artistas, a lenda de que Tolstói teve medo de recebê-lo e outros determinismos da psiquiatria no século 19
As conclusões de César Lombroso sobre os artistas, a lenda de que Tolstói teve medo de recebê-lo e outros determinismos da psiquiatria no século 19

Gravuras da segunda edição de L’Uomo delinquente (O Homem Delinquente) de Cesare Lombroso, 1878.
CRÉDITO: WWW.CABINETMAGAZINE.ORG
Diz a lenda que quando César Lombroso foi à Rússia, Tolstói não quis recebê-lo com medo de que o famoso alienista italiano pudesse lhe diagnosticar como louco.
Em dezembro de 1894, Lombroso prefaciava a quinta edição do seu livro “O homem delinquente”, o que mostra o enorme sucesso que a obra teve entre seus pares psiquiatras. O médico se dedicou a pesquisar os criminosos natos e os criminosos loucos, tanto do ponto de vista da constituição física, quanto do caráter, da personalidade, dos gostos e atitudes, da sensibilidade e até mesmo da inteligência. Por criminosos natos entendia-se os que nasceram com grande número de anomalias orgânicas e psíquicas, ao passo que criminosos loucos seriam os que apresentavam atrofia do senso moral.