A grande herança da ‘Pequena África’

O lugar dos documentos na pandemia
seção Entrevista

Setor Curricular de História
Colégio de Aplicação da UFRJ

A Pequena África é uma região na cidade do Rio de Janeiro que vem recebendo cada vez mais atenção por sua relevância na preservação da memória africana e afrobrasileira na cidade do Rio de Janeiro. A entrevista com a historiadora Monica Lima, publicada em CH 431, nos apresenta o livro “Pequena África: histórias, memórias e personagens num museu de território”. A partir da apresentação desse material, propomos uma atividade didática que valoriza a investigação dos espaços e dos personagens que compõem a Pequena África. 

Possibilidades de abordagem:

  • Explicar o conceito de “museu de território” a partir do contexto da Pequena África; 
  • Caracterizar as histórias e memórias africanas e afrobrasileiras presentes na espacialidade da Pequena África; 
  • Experimentar o protagonismo na produção de roteiros de atividades de campo pela cidade do Rio de Janeiro.

Proposta de atividade:

A atividade sugerida parte da leitura coletiva da entrevista realizada com a historiadora Monica Lima na CH 431. O material apresenta o conceito de “museu de território”, que deve ser discutido com a turma, buscando a compreensão da própria espacialidade da cidade como um difusor de histórias e memórias. A partir daí, a historiadora se refere a um roteiro organizado em 15 pontos, articulados em dois eixos: 

 

Eixo 1: Dor e sofrimento

– Cais do Valongo, Patrimônio Mundial; 

– Mercado de Escravos do Valongo; 

– Cemitério dos Pretos Novos – Instituto dos Pretos Novos (IPN).

 

Eixo 2: Transformação e protagonismo

– Escola José Bonifácio/MUHCAB;

– Praça da Harmonia; 

– Sindicatos e Associações Negras (antiga Sociedade da Resistência dos Trabalhadores do Trapiche e Café); 

– Casa de Machado de Assis; 

– Mirante da Pequena África; 

– Largo do Depósito/Praça dos Estivadores; 

– Trapiches e Atividades Portuárias da Rua da Saúde; 

– Pedra do Sal, Quilombo da Pedra do Sal e Rua São Francisco da Prainha; 

– Zungu do Largo de São Francisco da Prainha; 

– Igreja de São Francisco da Prainha; 

– Praça Mauá; 

– Igreja de Santa Rita.

 

A ideia é que os estudantes se organizem em grupos e pesquisem sobre alguns desses pontos, identificando: onde ele se situa geograficamente no Rio de Janeiro; qual o seu significado no contexto da escravidão no século 19 e da resistência das populações negras no século 20; que personagens têm sua trajetória marcada por esses espaços. 

Parte das respostas a essas questões já aparece na entrevista com Monica Lima. Outros elementos os estudantes terão que pesquisar. 

Após as pesquisas em grupos serem realizadas, os estudantes deverão formular os seus próprios roteiros históricos pela Pequena África, apresentando o resultado para os colegas. Caso seja possível, é altamente recomendável que cada grupo escolha um representante ou um conjunto de representantes que deverão realizar o roteiro elaborado com a própria turma e/ou com outras turmas da escola, sob a supervisão do docente responsável. 

Dessa forma, esses estudantes poderão vivenciar o protagonismo da construção do conhecimento dentro de um contexto tão importante e urgente como é o da memória das populações africanas e afrodescendentes na cidade do Rio de Janeiro. 

Recursos utilizados:

  • Entrevista publicada na CH 431 “A grande herança da ‘Pequena África’”, impressa, para cada estudante ou para grupos;
  • Ambiente virtual para pesquisa dos pontos do roteiro a ser elaborado, sob a supervisão do(a) docente;
  • Transporte para a Pequena África para aplicação do roteiro na prática. 

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MUHCAB. Visite o MUHCAB e o território. Lugares de memória. Disponível em https://www.rio.rj.gov.br/web/muhcab/lugares-de-memoria. Acesso em maio de 2026.