“Qual é a história do seu nome?”. A pergunta aparentemente simples pode abrir caminhos potentes para compreender ancestralidades, o território brasileiro, suas dinâmicas culturais e suas transformações ao longo do tempo. No artigo “A quantas anda a sua popularidade?”, da coluna Geoinformação de CH 427, somos convidados a explorar o maior banco de nomes e sobrenomes já produzido no país a partir do Censo Demográfico de 2022.
A análise desses dados revela padrões espaciais e temporais que permitem articular identidade, cultura e espaço geográfico por meio de mapas temáticos e gráficos estatísticos.
Esta proposta pode ser trabalhada em todas as séries do Ensino Médio, uma vez que apenas conhecimentos básicos de estatística são requeridos. Recomenda-se que a aula seja iniciada com a proposta de leitura compartilhada do artigo “A quantas anda a sua popularidade?”, publicado em CH 427, destacando o papel do IBGE na produção de dados oficiais e a noção de geoinformação como articulação entre informação e espaço.
Na sequência, promova uma conversa inicial com os estudantes a partir de questões disparadoras como as que seguem:
Nesse momento, conforme indicado no artigo, é importante ressaltar os protocolos de sigilo e anonimização adotados pelo IBGE, reforçando que os dados analisados são sempre agregados.
Em seguida, apresente o portal “Nomes no Brasil”, do IBGE (ver no box “Explore+”), projetando em tela um exemplo de busca a partir do nome de um(a) estudante da turma.
Explore coletivamente as informações disponibilizadas: ranking de popularidade, percentual na população, idade mediana, gráfico por década e mapa temático por unidade da federação.
Após a exemplificação, apresente a atividade abaixo, que pode ser realizada em duplas ou trios:
– ETAPA 1: Cada dupla ou trio deve escolher um nome e um sobrenome e registrar a posição no ranking nacional, a variação da popularidade ao longo das décadas (identificando picos, quedas e tendências) e as regiões onde o nome é mais frequente, com base no mapa temático.
– ETAPA 2: Após a análise da etapa 1, solicite que as duplas ou trios elaborem hipóteses explicativas para os padrões observados, relacionando-os a fatores culturais, históricos, religiosos ou midiáticos.
– ETAPA 3: Finalize a atividade com a socialização das conclusões, enfatizando como mapas e gráficos permitem analisar o território de maneiras distintas, compreendendo dinâmicas sociais que não são perceptíveis de forma imediata.
Ao final dessa atividade, é provável que o sobrenome SILVA tenha figurado em alguma das pesquisas realizadas na turma. Assim, como fechamento da ação pedagógica, proponha a escuta coletiva da música “Rap do Silva”, do MC Bob Rum. Solicite que os estudantes acompanhem a letra e, em seguida, promova uma discussão orientada a partir de questões como:
– Quem é esse “Silva” retratado na música?
– Que aspectos da realidade social brasileira aparecem na narrativa?
As propostas presentes nessa dica pedagógica podem ser realizadas em parceria com professores de outras disciplinas, como Geografia, História e Música.
Portal Nomes No Brasil. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/nomes . Acesso em dezembro de 2025.
Base Cartográfica Contínua do Brasil – BC250. IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/bases-cartograficas-continuas/15759-brasil.html . Acesso em dezembro de 2025.
Rap do Silva – Bob Rum. Dialética Filmes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vlZ9MGgC1NI . Acesso em dezembro de 2025.
BOMFIM DA SILVA, R.; SANTANA, E. R. DOS S. Esquemas utilizados por professores na construção de gráficos estatísticos. Perspectivas da Educação Matemática, v. 17, n. 45, p. 1-24, 1 mar. 2024. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat/article/view/18151 . Acesso em dezembro de 2025.