Escola de Engenharia de São Carlos
Universidade de São Paulo
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Voar sempre habitou os sonhos dos humanos. Nesse campo, no entanto, os avanços só foram notórios a partir do início do século passado, quando inventores – como o brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932), um dos grandes nomes da aviação mundial – estabeleceram marcos importantes na ciência do voo.

Anos mais tarde, o avião seria determinante para o processo de modelagem da sociedade em todos os cantos do mundo. Essa invenção tomou conta dos céus em escala global, seja como transporte de cargas e de passageiros, seja como arma de guerra.

Avanços consideráveis na aviação ocorreram poucos anos após Santos Dumont e outros terem concretizado o sonho de voar. Considerada uma das máquinas voadoras mais importantes do brasileiro, o Demoiselle, de 1907, foi um marco para a época. Cerca de um século depois, a sociedade moderna passaria a produzir pequenas aeronaves capazes de voar de modo autônomo.

Demoiselle
Um dos principais trabalhos de Santos Dumont, o ‘Demoiselle’ voou pela primeira vez em 1907, marcando a história da aviação. (foto: Wikimedia Commons)

Verifica-se que, nos períodos subsequentes às duas grandes guerras mundiais, as ciências aeroespaciais evoluíram exponencialmente. Já na década de 1960, marcada pela chamada ‘corrida espacial’, em que norte-americanos e soviéticos disputariam a conquista do espaço, houve outro desses progressos vertiginosos.

Nesse mesmo período, a corrida armamentista – uma das marcas da Guerra Fria – foi também determinante para o desenvolvimento de tecnologias militares ligadas à aviação, sendo muitos desses avanços no campo militar usados hoje no voo comercial.

Um exemplo nesse sentido é a navegação aérea autônoma. O voo automático de mísseis de longo alcance e de aeronaves de espionagem foi a ferramenta bélica que mais contribuiu para o desenvolvimento da automatização do transporte aéreo comercial contemporâneo, influenciando diretamente o surgimento de aeronaves robóticas ou robôs aéreos autônomos.

Aviões e helicópteros

A robótica aérea é um segmento crescente não somente no contexto da engenharia aeroespacial. Essa classe de robôs – que acaba por atender a tarefas antes inviáveis à robótica terrestre – é produto da multidisciplinaridade: engenharia, física, matemática, eletrônica, computação e até mesmo biologia.

A versatilidade do voo robótico já desperta a atenção dos setores industriais e governamentais, mas, por enquanto, grande parcela dos avanços nessa área ainda vem de universidades

A versatilidade do voo robótico já desperta a atenção dos setores industriais e governamentais, que têm investido no desenvolvimento de tecnologias para não só ampliar e viabilizar o uso dessas máquinas, mas também para torná-las ainda mais específicas na execução de tarefas. Mas, por enquanto, grande parcela dos avanços nessa área ainda vem de universidades e de seus centros de pesquisa.

Há uma vasta gama de robôs aéreos. Esses equipamentos vão desde os chamados VANTs (veículos aéreos não tripulados) – que lembram aviões tradicionais, porém em tamanho muitas vezes reduzido – até aqueles conhecidos por VTOL (sigla, em inglês, para pouso e decolagem verticais).

Esta última classe compreende os helicópteros, tanto os convencionais (com rotor principal e de cauda) quanto os quadrotores, que têm a forma de ‘x’ e são dotados de quatro motores. Há também os helicópteros com um número maior de rotores (seis, oito etc.), usados quando é preciso transportar cargas mais pesadas.

Independentemente de sua morfologia – se avião, helicóptero ou mesmo foguete –, deve-se vislumbrar o robô aéreo pela perspectiva dos chamados sistemas embarcados, ou seja, a partir da tecnologia que permite a ele desempenhar suas tarefas de modo autônomo. Voltaremos ao assunto.

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Marcelo Becker
Rafael Coronel Bueno Sampaio
Escola de Engenharia de São Carlos
Universidade de São Paulo

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