A incidência de câncer de pele cresce a cada dia. Em todo o mundo, são cerca de 3 milhões de casos por ano atualmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, de cada três diagnósticos de câncer, um é de pele. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele é o mais frequente (25% dos casos).

Preocupados com essas estatísticas, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) buscam um marcador molecular para o melanoma, que, embora represente menos de 5% dos tipos de câncer de pele, é o mais grave devido à elevada possibilidade de produzir metástase. 

“É possível medir a agressividade do câncer apenas analisandoessas substâncias, que são como verdadeiras impressões digitais dosmelanomas”

O mérito do trabalho cabe ao graduando em engenharia química Daniel Suss Riter, orientado pelo bioquímico Guilherme Lanzi Sassaki e pelo doutorando Arquimedes Paixão Santana Filho.

Riter, que estuda a configuração dos lipídios no interior e na membrana das células tumorais, afirma que cada um dos diferentes tipos de melanoma tem uma distribuição lipídica típica.

‘’Desse modo, é possível medir a agressividade do câncer apenas analisando essas substâncias, que são como verdadeiras impressões digitais dos melanomas”, explica o estudante.

Precisão ajuda no diagnóstico precoce

No futuro, os médicos poderão analisar o tecido da epiderme e saber com precisão o nível de agressividade do melanoma. “Isso auxiliará no tratamento clínico, facilitando o diagnóstico precoce e evitando que pacientes recebam doses desnecessárias de químio e radioterapia, o que causa bastante desconforto para os pacientes”, diz Riter.

Ainda é cedo para comemorar

Mas o estudante da UFPR alerta para o fato de que ainda é cedo para comemorar. “Embora tenhamos dado um passo importante, ainda há muito para se fazer”.

Como a pele é um órgão com múltiplos tecidos, existem diferentes tipos de câncer de pele. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele), o carcinoma epidermoide (25% dos casos) e o melanoma (detectado em 4% dos pacientes). Esse último tem sua origem nos melanócitos, células que produzem o pigmento que dá cor à pele.

Luan Galani
Especial para Ciência Hoje / PR

Texto originalmente publicado na CH 274 (setembro/2010).

 

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