A maioria dos peixes elétricos emite descargas de baixa voltagem, pouco perceptíveis ao organismo humano.

O poraquê, o peixe elétrico capaz de produzir as descargas elétricas mais fortes, entre 300 e 1.500 volts, vive em água doce. Já outro peixe elétrico bastante conhecido é a raia-elétrica, que vive em água salgada. As correntes produzidas por ela chegam a cerca de 250 volts.

A condutividade elétrica da água depende, entre outros fatores, de sua temperatura e da quantidade de íons dissolvidos nela. A água salgada, por ter mais íons dissolvidos, apresenta maior condutividade do que a água doce.

Considerando que a condutividade é a capacidade de difundir uma corrente elétrica, a água salgada tem capacidade maior de difusão dessa corrente do que a água doce. Assim, a descarga elétrica na primeira atinge uma distância maior do que na segunda.

Quanto mais longe se está do ponto onde a corrente elétrica foi originada, menores serão os efeitos sentidos. Mas, se a condutividade for maior, os efeitos serão mais fortes em distâncias maiores. Isto é, se um peixe elétrico emitir uma descarga elétrica em um determinado ponto, para uma mesma distância, sentiremos o choque com maior intensidade na água salgada.

 

Clarissa Brazil Sousa
Laboratório de Ecologia de Peixes
Universidade Federal do Rio De Janeiro
Colégio Pedro II

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