Biólogo e pensador brilhante, Jacques Monod rejeita a ideia de que a evolução tenha um objetivo e argumenta que a diversidade da vida é fruto de um processo não direcionado, negando qualquer centralidade à espécie humana.
Biólogo e pensador brilhante, Jacques Monod rejeita a ideia de que a evolução tenha um objetivo e argumenta que a diversidade da vida é fruto de um processo não direcionado, negando qualquer centralidade à espécie humana.
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS

“… dado que tudo que existe no cosmos é fruto do acaso e da necessidade”
Demócrito, filósofo grego, séc. V a.C.
No capítulo ‘Evolução’ do livro O acaso e a necessidade, o biólogo e bioquímico francês Jacques Monod (1910-1976) argumenta que a diversidade da vida no universo é fruto de um processo não direcionado, dependente de uma interação entre os dois: o acaso se manifesta nas mutações genéticas aleatórias, enquanto a necessidade se concretiza na seleção natural, que atua de forma aparentemente determinística sobre essas variações.
Por isso, Monod introduz o conceito de ‘teleonomia’ para descrever comportamentos biológicos com aparência de finalidade, mas que emergem exclusivamente da seleção natural, sem qualquer propósito preestabelecido. Essa distinção é fundamental para rejeitar a ideia de que a evolução tenha um fim ou objetivo.
Monod não foi apenas um cientista brilhante; foi também um pensador profundo, cuja obra combina a biologia molecular e a filosofia como uma tocante maneira de compreender a vida a partir de suas bases materiais, sem precisar recorrer a forças ocultas. Não há intenção, não há desígnio, não há finalismo.
Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje.
O que acontece quando um professor de matemática, amante da poesia, analisa um dos poemas mais importantes da literatura brasileira? O resultado é a revelação de uma estrutura lógica complexa – e, para a maioria dos leitores, imperceptível – naqueles versos
O cinema e a mídia costumam retratar o continente africano como um grande país exótico e selvagem, associado a miséria, guerras e doenças. Essa imagem distorcida não reflete a pluralidade cultural, a riqueza e os avanços da região em vários setores
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |
Levi Acioli de Araujo
O “Acaso e a Necessidade” se trata de uma teoria de base materialista, a qual reduz toda a realidade do universo aos seus aspectos matériais, até mesmo a inteligência e a consciência.
Os avanços atuais da neurociência e da física quântica tem fragilizado muito o pensamento materialista, abrindo as portas do conhecimento para um visão espiritualista.