A conjunção de dois avanços independentes‒ preparação de amostras e ferramentas computacionais específicas‒ está tornando realidade o sonho dourado dos biólogos de fazer observações celulares ‘ao vivo’,em nível atômico.

Os cientistas da natureza (sobretudo, físicos e químicos)têm o hábito de abordar de modo reducionista os fenômenos que estudam. Ou seja, pequenas partes do cenário são isoladas e investigadas profundamente, e os resultados obtidos são depois juntados, na tentativa de compreender o cenário completo. Essa metodologia funcionou bem até que os biólogos ultrapassaram a fase da taxionomia e das observações qualitativas, ingressando na biologia molecular.

São raros os casos em que as funções biológicas são manifestadas por moléculas individuais. A maioria das funções surge de interações fracas ou transitórias entre diferentes espécies moleculares pertencentes ao ambiente celular. Ou seja, o grande salto que a biologia molecular está dando será representado pela substituição das seculares técnicas reducionistas por aquelas que permitem estudar as interações entre módulos celulares em um contexto marcado pelo que se denomina sociologia molecular.

Carlos Alberto dos Santos
Instituto Federal de Educação
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (Natal)

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