Jornalista, especial para a Ciência Hoje

De animais pré-históricos à IA, povos originários, imigração e política internacional, as sugestões de editores científicos do ICH sobre temas relevantes no ano novo

Ano novo, lista nova. Se ler mais está entre seus objetivos de virada do ano, essa seção vem a calhar. Reunimos cinco sugestões de editores científicos do Instituto Ciência Hoje sobre temas em diferentes áreas de conhecimento e que continuam atuais em 2026. 

Há uma diversidade a escolher: uma apresentação da variedade de animais pré-históricos, com espécies pouco conhecidas do público em geral; as memórias do aclamado cacique Raoni e sua luta de décadas por reconhecimento dos direitos dos povos originários; um guia sobre inteligência artificial e a história da informação; uma coletânea de contos sobre identidade e imigração que combina delicadeza e crítica social; e uma discussão profunda sobre política internacional e o que entra em jogo nas decisões sobre guerras, economia, políticas ambientais e direitos humanos. Boa leitura!

Animais Pré-Históricos do Brasil: o guia ilustrado

De Felipe Alves Elias (Editora Clube dos Autores, 2025)

Você provavelmente já ouviu falar no tiranossauro e no mamute, mas, talvez, não conheça os brasileiríssimos estauricossauro (um dos mais antigos dinossauros já encontrados) ou o notiomastodonte (um “parente” dos elefantes). Em “Animais pré-históricos do Brasil: o guia ilustrado”, o paleoartista Felipe Elias retrata cerca de mil (você não leu errado!) espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos que viveram no Brasil ao longo de centenas de milhões de anos. 

Além de nos apresentar essa vasta biodiversidade do passado profundo, Felipe Elias explica, de maneira didática, como a Terra mudou ao longo de bilhões de anos de existência e onde estão os depósitos de fósseis que nos ajudam a entender esse quebra-cabeças da evolução.

Henrique Caldeira Costa
Departamento de Zoologia/ UFJF

“Memórias do cacique”

De Raoni Mẽtyktire (Editora Companhia das Letras, 2025)

Aos primeiros passos, uma de suas avós lhe deu o nome Bẽmp, herdado de seu avô e tradicionalmente associado à família. Depois vieram outros nomes: Bepnhirerekti, Bepnhibum e Bepkrãka-êk. Já adulto, durante uma cerimônia de autodenominação em sua aldeia, escolheu para si o nome Ropni, apelido de uma prima que, após o contato com os brancos, acabaria transformado em Raoni. Hoje, segundo o censo de nomes, somos 2.908 a compartilhar o nome do grande chefe, testemunho de sua força e da influência exercida em um país que ainda luta, com dificuldade, para reconhecer plenamente os direitos de seus povos originários.

A biografia de Raoni nos transporta para um universo de fábulas e vivências que se desvanecem a cada dia e, ao mesmo tempo, revela a potência de um líder capaz de unir seu povo em torno de uma causa fundamental. Ele dialogou com políticos brasileiros e líderes mundiais, levou adiante as reivindicações de seu povo e percorreu o mundo ao lado de astros do rock para arrecadar recursos destinados à demarcação de terras indígenas. O grande chefe, sim, é pop.

Leandro Araujo Lobo
Laboratório de Biologia de Anaeróbios
Instituto de Microbiologia Paulo de Góes / UFRJ

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