As escalas da tragédia

Departamento de Geografia
Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

É preciso atuar em diferentes níveis, do local ao global, para prevenir e mitigar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como as fortes chuvas e enchentes que devastaram recentemente o Rio Grande do Sul

CRÉDITO: IMAGEM ADOBESTOCK

Podemos ver o mundo através de diferentes escalas. Mas não é só uma questão de ver, como também de analisar e até de atuar sobre os processos que nele ocorrem. Recentemente, fomos testemunhas de uma tragédia ambiental sem precedentes no Rio Grande do Sul e, desde então, muitos questionamentos têm sido feitos sobre quem poderiam ser os culpados.

Apesar de termos muitas pessoas que ainda negam as mudanças climáticas, é importante reforçar que todo esse processo em curso tem intensificado fenômenos e testado continuamente a nossa capacidade de adaptação. Nesse contexto, os problemas podem – e devem – ser avaliados em diferentes escalas. Esse exercício, comum à geografia, nos permite compreender melhor o que está envolvido e as responsabilidades existentes em diferentes esferas.

Em uma análise multiescalar, é possível entender, portanto, essas responsabilidades. É na escala global que as mudanças climáticas ocorrem, por exemplo. No caso específico do Rio Grande do Sul, assistimos consternados aos altos índices pluviométricos, cujos totais foram muito acima das médias esperadas, o que causou enchentes que impactaram profundamente um contingente populacional superior ao de oito capitais brasileiras. Algo completamente impensável!

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