Como não é possível estudar um buraco negro em laboratório, cientistas ao redor do mundo – incluindo brasileiros – simulam em líquidos os efeitos desses devoradores cósmicos de matéria e luz.

Buracos negros são objetos fascinantes. Por meio deles, o universo manifesta os efeitos da gravidade do modo mais extremo. Apesar do interesse que despertam nos cientistas, há limitações tecnológicas que dificultam testarmos as leis da física na vizinhança de um desses corpos celestes altamente compactos, devoradores de matéria e luz.

Até mesmo detectar um buraco negro no cosmo é tarefa muito difícil: afinal, eles absorvem qualquer tipo de radiação que os atinge ‒ portanto, não emitem luz. Uma alternativa prática para estudarmos efeitos que ocorrem em buracos negros no espaço é apelarmos para analogias.

Para isso, precisamos dos chamados ‘modelos análogos de gravitação’, sistemas físicos capazes de reproduzir fenômenos que ocorrem em um buraco negro. Obviamente, há limitações nessa analogia. Mas, com o devido cuidado, podemos usar os conhecimentos que já temos sobre buracos negros para aprender mais sobre o sistema análogo. E vice-versa.

Maurício Richartz

Centro de Matemática, Computação e Cognição,
Universidade Federal do ABC (SP)

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