Estudo identifica a proteína DHX29 como regulador chave dos mecanismos de degradação do ácido ribonucleico mensageiro (mRNA), o que pode levar a tratamentos para doenças autoimunes, tumores e distúrbios neurológicos
Estudo identifica a proteína DHX29 como regulador chave dos mecanismos de degradação do ácido ribonucleico mensageiro (mRNA), o que pode levar a tratamentos para doenças autoimunes, tumores e distúrbios neurológicos
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS
O bioquímico estadunidense Marshall Nirenberg (1927-2010), pesquisador dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) e casado com a bioquímica brasileira Pérola Zaltzman (1925-2001), realizou uma das descobertas mais importantes da biologia molecular: decifrou o primeiro ‘código’ do DNA. Ele demonstrou que o tripleto UUU – uma sequência de três unidades moleculares chamadas nucleotídeos – era a instrução que mandava a célula incorporar o aminoácido fenilalanina em uma proteína.
Com essa descoberta, usando RNA mensageiro (mRNA) para sintetizar proteínas em experimentos de laboratório, Nirenberg abriu a porta para decifrar o código genético completo.
O código genético é formado por 64 tripletos, chamados códons, que funcionam como palavras de um vocabulário molecular. Como existem apenas 20 aminoácidos – os blocos de construção das proteínas – e 64 códons possíveis, o código é redundante: vários códons diferentes podem ‘dizer’ a mesma coisa.
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Você vai confiante a uma cafeteria, porque leu a coluna passada e sabe como resolver o problema de uma mesa quadrada ‘bamba’. Chega ao local, e a mesa – que, para sua infelicidade, está ‘bamba’ – é... retangular. Lazer comprometido? Ou há uma solução?
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
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