CRÉDITO: FOTO SELCUK/STOCK.ADOBE.COM

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Quando o esgoto doméstico, pluvial ou industrial é descartado no mar, ocorre um aumento nos níveis de nutrientes na água, especialmente nitrogênio e fósforo. Esse processo tem o nome de eutrofização, comum em cidades muito urbanizadas. Nessas condições, as algas se multiplicam facilmente porque usam esses nutrientes nas suas vias metabólicas, aumentando a biomassa que produzem, o que chamamos de floração de algas ou bloom. Algumas algas, especialmente cianobactérias, diatomáceas e dinoflagelados, podem produzir toxinas com diversos efeitos, que se acumulam ao longo da cadeia trófica e podem causar a morte de peixes e outros organismos marinhos.
Nós, humanos, também podemos ser afetados por essas toxinas ao entrar em contato com águas onde há floração de algas ou ao consumir frutos do mar (peixes, camarões, ostras) provenientes de áreas afetadas por esse fenômeno. As toxinas produzidas pelas algas podem causar danos neurológicos, hepáticos, além de gastroenterites, alergias e irritações na pele.
Essa grande quantidade de algas na superfície do mar também é decomposta por microrganismos, processo que consome o oxigênio da água e pode criar as chamadas “zonas mortas”, onde peixes e outros organismos não conseguem sobreviver.
Outro efeito dessa floração que chama a atenção é a chamada “maré vermelha” provocada por algas com pigmentos marrons e alaranjados, do grupo dos carotenoides, que deixam a água do mar com manchas marrons, alaranjadas ou avermelhadas. A proliferação dessas algas está relacionada à combinação de fatores como altas temperaturas na superfície da água, alta intensidade luminosa, além do excesso de nutrientes.
Todas essas evidências mostram que o esgoto muitas vezes descartado de forma clandestina no mar por comunidades, condomínios, restaurantes e hotéis afeta a saúde humana e ambiental, comprometendo a balneabilidade das praias, prejudicando o lazer e o turismo e a qualidade dos recursos pesqueiros.
O aquecimento global é causado principalmente por ação humana, com atividades que levam à emissão de gases do efeito estufa, tais como a queima de combustíveis fósseis, aumentando a emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera, retendo o calor no nosso planeta. É aí que as algas entram na mitigação do aquecimento global.
Durante a fotossíntese, tanto as macroalgas, encontradas nas regiões costeiras, quanto as microalgas que compõem o fitoplâncton que flutua na superfície das águas, capturam gás carbônico (CO₂), participando da regulação dos níveis de carbono na atmosfera. Dessa forma, as algas são chamadas, assim como os oceanos, de sumidouros de carbono.
Não só por meio da fotossíntese as algas são relevantes para o controle climático do planeta. Um grupo de algas vermelhas é especialmente importante nesse ciclo do carbono: os rodolitos são algas vermelhas calcárias que tem formato de nódulos, semelhantes a pedras ou corais. Essas algas formam grandes bancos submersos no oceano – o Brasil, aliás, concentra a maior extensão mundial dessas estruturas naturais. Os rodolitos absorvem o gás carbônico para transformá-lo em carbonato de cálcio, em reações químicas que envolvem os íons carbonato e bicarbonato, funcionando como um gigantesco depósito de carbono. Essas algas acumulam esse carbonato de cálcio ao longo do seu crescimento, depositando essa substância nas suas paredes celulares e, por isso, elas são rígidas.
Logo, a saúde dos oceanos e a conservação da biodiversidade marinha são essenciais para a sobrevivência da humanidade, o que reforça a necessidade de promover ações de preservação desse ambiente e da diversidade de algas.
O hidrogênio é um dos candidatos mais promissores para substituir os combustíveis fósseis, causadores das mudanças climáticas. Novas tecnologias já são capazes de produzir esse gás com o rótulo verdadeiramente verde, a partir de luz, calor e até microrganismos
Você vai confiante a uma cafeteria, porque leu a coluna passada e sabe como resolver o problema de uma mesa quadrada ‘bamba’. Chega ao local, e a mesa – que, para sua infelicidade, está ‘bamba’ – é... retangular. Lazer comprometido? Ou há uma solução?
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