Novo estudo conclui que não parece haver um limite seguro para o consumo de bebidas alcoólicas.

Impossível deixar de comentar o artigo da educadora norte-americana Emmanuela Gakidou, da Universidade de Washington, e de centenas de colaboradores recentemente publicado on-line na prestigiosa revista The Lancet, de23 de agosto. Sob a coordenação de Gakidou, os autores realizaram um vasto estudo sobre o consumo de álcool e a incidência mundial de doenças, entre 1990 e 2016, e chegaram à conclusão de que não existe um limite seguro para ingestão de bebidas alcoólicas. Em outras palavras, o limite seria zero.

Segundo os autores, esse trabalho, que contou com volumosos bancos de dados e utilizou análise estatística sofisticada (e complexa), teria aperfeiçoado dados já existentes e eliminado os vieses de estudos anteriores. Apesar da abordagem minuciosa e da argumentação apresentada, os resultados e a confiança dos autores não deixam de surpreender, dada a complexidade dos parâmetros envolvidos na pesquisa, além da dificuldade inerente à própria definição do que é o estado hígido (saudável).

Franklin Rumjanek

Instituto de Bioquímica Médica,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje.

Seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outros conteúdos desta edição

614_256 att-32085
614_256 att-27650
614_256 att-31770

Outros conteúdos nesta categoria

614_256 att-38926
614_256 att-33286
614_256 att-38239