Estudo de resina fóssil encontrada no Equador com insetos e restos de uma teia de aranha permitiu estabelecer a presença de florestas tropicais há 112 milhões de anos nessa região e abre uma nova janela para a pesquisa dos ecossistemas do passado
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Caule incompleto de Chimonobambusa manipurensis, bambu fóssil recentemente encontrado na Índia, procedente de camadas com cerca de 37,4 mil anos. As setas pretas indicam marcas de espinhos, as vermelhas, um nó bem marcado e típico dos bambus, e a azul escuro, uma gema nodal
CRÉDITO: HARSHITA BHATIA E GAURAV SRIVASTAVA
O bambu é uma das plantas mais conhecidas e facilmente identificadas nos dias de hoje, sendo utilizado na fabricação de instrumentos musicais, na indústria de construção civil e até na alimentação, entre outros usos. Esse vegetal, que faz parte do grupo das gramíneas, possui um caule fino e longo, com nós (região de onde saem ramos laterais ou folhas) e entrenós (parte do caule que fica entre os nós) bem marcados, característica que permite seu reconhecimento a distância. Alimento preferido dos charmosos pandas gigantes, é também apreciado por diversos primatas, como gorilas, chimpanzés e Homo sapiens.
Estima-se a existência de cerca de 1.250 espécies diferentes de bambus. Com exceção da Antártica e da Europa, essa planta é encontrada, de forma nativa, nos demais continentes, em regiões localizadas até 4 mil metros acima do nível do mar. Apesar de serem mais comuns em áreas tropicais e subtropicais, com clima quente e muito úmido, bambus também se adaptaram em outras regiões de clima mais temperado e seco.
Por mais incrível que pareça, existem representantes dessas plantas que podem ultrapassar 45 metros de altura, algo bastante incomum para gramíneas. O famoso bambu-imperial (Phyllostachys bambusoides), nativo do Japão, pode crescer 90 centímetros em um intervalo de 24 horas, o que o caracteriza como uma das plantas com crescimento mais rápido de que se tem notícia.
Já a história evolutiva dos bambus ainda é muito mal conhecida. Entre os motivos está a falta de ocorrências no registro paleontológico, o que se deve à fragilidade da planta. Além de ter o caule – ou colmo – oco, sua estrutura é fibrosa e se decompõe facilmente, o que dificulta a preservação. Por isso, qualquer nova espécie fóssil é vista com muita atenção pelos paleobotânicos, que são os cientistas especializados na pesquisa das plantas fósseis.
Esse é exatamente o caso da recente descoberta de Harshita Bhatia, do Instituto de Paleociências Birbal Sahni, na Índia, em rochas de 37,4 mil anos, que representam o final do Pleistoceno, época também conhecida popularmente como era do gelo. A nova espécie, denominada Chimonobambusa manipurensis, tinha uma característica rara: a presença de espinhos. Trata-se da mais antiga evidência de bambu espinhoso na Ásia. O estudo foi publicado no periódico Review of Palaeobotany and Palynology.
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