Departamento de Geografia
Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Em meio às evidências de registro e aumento de intensidade de fenômenos naturais anômalos, como a seca na Amazônia e as chuvas intensas no deserto do Saara, precisamos ganhar tempo para adaptação

CRÉDITO: ADOBESTOCK

Há muita gente vivendo o que está sendo chamado de ansiedade climática. Eu me vejo assim também. Afinal, estamos sendo testemunhas de mudanças de grande intensidade e que são cada vez mais rápidas. Você está acompanhando o noticiário?

Temos testemunhado períodos de seca quebrando recordes atrás de recordes e nos levando a uma situação crítica. Como exemplo, podemos citar a região amazônica, onde o rio Negro atingiu sua maior seca em 121 anos, chegando ao nível de apenas 12,6 metros e impactando comunidades e operações de navegação. Poderíamos tentar justificar esta situação como uma anomalia, mas, quando observamos anos anteriores, vemos que estes episódios têm acontecido de forma mais recorrente. Apenas neste século já experimentamos outros episódios de estiagem extrema e prolongada, como em 2005, 2010, 2015, 2016, 2022, 2023 e, agora, em 2024. Assusta! 

Por outro lado, estamos vendo imagens impressionantes do Saara alagado, com a formação local de lagoas, por causa de chuvas causadas por uma tempestade extratropical que trouxe umidade para uma das regiões mais secas do mundo! Em apenas dois dias de chuvas foram registrados totais superiores a médias históricas anuais. A NASA chegou a registrar o Lago Iriqui, completamente seco há mais de 50 anos, cheio.

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