Infecções neonatais ou na gestação e doenças neurodegenerativas

Pesquisadora da UFRJ fala sobre relação entre os fatores ambientais presentes no início da vida e o desenvolvimento de doenças no futuro.

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Como as experiências nos estágios iniciais da vida podem influenciar nosso comportamento e o desenvolvimento de doenças no futuro? A busca por respostas a essa pergunta é o que move o trabalho de Julia Clarke, pesquisadora e professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesta entrevista à Ciência Hoje, ela, que é uma das coordenadoras doNúcleo de Neurociências da Faculdade de Farmácia (NNeFFar), fala sobre quais fatores ambientais podem estar relacionados ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e revela que a epidemia de Zika no Brasil pode ter consequências mais sérias do que o esperado: “Vimos que uma infecção perinatal pelo Zika causa alterações de longo prazo no comportamento, como prejuízo de memória e motor, diminuída interação social, que é um traço característico do autismo, e maior susceptibilidade a apresentar crises epilépticas. É preciso que haja um acompanhamento dos bebês expostos ao vírus, mesmo aqueles que não apresentaram malformações detectáveis ao nascimento, como microcefalia, pois uma série de outras complicações pode surgir conforme eles forem crescendo”, explica a pesquisadora, de 34 anos.

Valquiria Daher
Jornalista

Zô Guimarães
Fotógrafo

 

 

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