Amazônia suspensa: a ‘rodovia’ dos macacos

Instituto Reconecta
Instituto de Pesquisas Ecológicas
Centro de Conservação e Sustentabilidade do Zoológico Nacional do Smithsonian
Instituto Reconecta
Departamento de Patologia, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo
Instituto Reconecta
Universidade Federal do Pará

Embaixo, uma malha rodoviária para carros; no alto, uma rede de travessia para primatas. Pontes aéreas sobre rodovias amazônicas ajudam macacos e outros animais a escapar de atropelamentos e a superar a fragmentação do hábitat. A iniciativa do Projeto Reconecta une ciência, engenharia e saberes tradicionais para reconectar trechos de floresta e proteger a biodiversidade.

CRÉDITO: ADOBE STOCK

Para os macacos-aranhas (Ateles sp.), espécies ameaçadas de extinção, o topo das árvores é o seu mundo. É ali, no alto das árvores, que eles se alimentam, se deslocam e criam seus filhotes. Embora, eventualmente, desçam ao chão da floresta, fazê-lo representa um risco: fora da copa, o primata fica mais exposto à predação e a outros perigos eminentes.

Além dos desafios naturais da vida na floresta, as ações humanas têm tornado esse cenário ainda mais desafiador. A fragmentação dos hábitats avança, acompanhada pela expansão das rodovias que cortam áreas naturais.

Para atravessar essas rodovias, o macaco-aranha se vê diante de um dilema: descer ao solo e correr o risco de atropelamento ou predação, ou permanecer em um fragmento isolado, com recursos limitados e maior probabilidade de endogamia, um risco genético para a população. Em alguns casos, os fios de eletricidade parecem uma alternativa de travessia, mas acabam resultando em acidentes fatais por eletrocussão.

Para atravessar essas rodovias, o macaco-aranha se vê diante de um dilema: descer ao solo e correr o risco de atropelamento ou predação, ou permanecer em um fragmento isolado, com recursos limitados e maior probabilidade de endogamia, um risco genético para a população

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