Olhos eletrônicos sobre o desmatamento

Quinto maior país do mundo em extensão, o Brasil tem 67% de seu território ainda cobertos com vegetação nativa. Proteger essa área do desmatamento ilegal e planejar o uso apropriado da terra é tarefa sobre-humana, só possível graças a um eficaz sistema de monitoramento por satélites criado há mais de 20 anos. Ao longo desse período, essa tecnologia evoluiu bastante e hoje permite o acompanhamento qualitativo e em tempo real da Amazônia brasileira e do Cerrado. Mas há um grande desafio pela frente: garantir que as informações sejam, de fato, usadas para a preservação da biodiversidade desses biomas.

As florestas tropicais brasileiras prestam serviços essenciais à sociedade. Protegem a biodiversidade, que ainda está longe de ser totalmente conhecida, garantem a estabilidade climática global e a regulação hídrica. Para citar apenas dois exemplos, a chuva em centros urbanos e a agricultura na região Sudeste do país dependem da preservação das florestas. Por isso, o monitoramento das mudanças na cobertura vegetal e do uso da terra é essencial para entender as pressões sobre as áreas naturais do país. Esses dados contribuem para a definição de políticas públicas – como fiscalização do desmatamento legal e ilegal, planejamento da ocupação do território, combate às mudanças climáticas etc. – e alimentam a produção do conhecimento científico.

O Brasil tem 67% do seu território, ou 569 milhões de hectares, cobertos com vegetação nativa, segundo o projeto MapBiomas, iniciativa formada por uma rede colaborativa de ONGs, universidades e empresas de tecnologia. Monitorar o desmatamento em um território tão extenso e de grande biodiversidade é tarefa complexa. As características daquilo que será observado definirão questões como o tipo de satélite ou sensor mais apropriado, os métodos a serem usados, o grau de confiança da metodologia e a escala e periodicidade adotadas.

Principais sistemas de monitoramento de desmatamento utilizados no Brasil

Marcos Rosa
Departamento de Geografia,
Universidade de São Paulo e MapBiomas

Julia Shimbo
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e MapBiomas

Cesar Diniz
Instituto de Geociências,
Universidade Federal do Pará e Solved

Tasso Azevedo
MapBiomas

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