A técnica de ‘edição de bases’ já mostrou, em animais, eficácia no tratamento de anemias, distrofias, surdez congênita, entre outras afecções. Mas ela precisa de rigor técnico e responsabilidade ética urgentes para aplicação em humanos.
A técnica de ‘edição de bases’ já mostrou, em animais, eficácia no tratamento de anemias, distrofias, surdez congênita, entre outras afecções. Mas ela precisa de rigor técnico e responsabilidade ética urgentes para aplicação em humanos.
CRÉDITO: IMAGEM GERADA POR IA (CHATGPT)/LAURA FLEURY
Imagine que o DNA de cada célula do nosso corpo é um livro imenso, escrito com apenas quatro letras: A, T, C e G. Quando uma única letra está errada – o que a ciência chama de mutação pontual –, o resultado pode ser uma doença grave, como anemia falciforme, distrofia muscular ou progéria (uma síndrome de envelhecimento precoce).
A grande pergunta da medicina genética sempre foi: é possível corrigir essa letra errada sem destruir o restante do texto? Até poucos anos atrás, a resposta era não. Hoje, graças à tecnologia de edição de bases, o cenário mudou radicalmente.
A jornada começou com as bactérias e o sistema CRISPR. Ao longo de bilhões de anos, as bactérias desenvolveram um mecanismo imunológico para combater vírus: guardar fragmentos do código viral para, num segundo ataque, guiarem uma enzima (a endonuclease) que corta e destrói o DNA invasor.

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Projeto higienista da Primeira República no Rio de Janeiro no início do século 20 buscava criminalizar formas de cultuar o sagrado de africanos e afrodescendentes. Suas vestimentas, porém, podem ser vistas como traços de memória, beleza e resistência
Não os vemos no dia a dia. Mas eles estão lá, em celulares, computadores, turbinas, motores etc. Os materiais magnéticos – principalmente, na forma de ímãs diminutos e potentes – são a força invisível que tem impulsionado nossa viagem rumo a um futuro sustentável
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
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