Efeito Raman: O fenômeno e a técnica que nasceram do azul do mar

Uma curiosidade aguda sobre os motivos de o mar Mediterrâneo ter um azul tão bonito fizeram com que um jovem físico indiano, na década de 1920, descobrisse um fenômeno que hoje é a base de uma técnica poderosa para analisar a matéria.

 

Em 28 de fevereiro, comemora-se o Dia Nacional da Ciência na Índia. Essa data se deve ao fato de que, naquele dia, em 1928, o físico Chandrasekhara Venkata Raman (1888-1970) relatou um novo fenômeno físico ‒ hoje, conhecido como espalhamento Raman ‒, em uma palestra na Academia de Ciência da Índia.

Segundo experimentos feitos na década de 1920 por esse físico indiano e seus estudantes, quando a luz de uma determinada cor incide sobre um material, ela pode mudar de cor. Inicialmente, essas experiências foram feitas com líquidos, mas, hoje, sabe-se que esse efeito ocorre também em gases e sólidos.

Mas o que há de tão especial no espalhamento Raman, a ponto de fazer de seu descobridor o primeiro asiático a ganhar o prêmio Nobel em ciência, apenas dois anos após o anúncio desse efeito?

Pedro Venezuela

Instituto de Física,
Universidade Federal Fluminense

CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje.

Seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outros conteúdos desta edição

614_256 att-34144
614_256 att-33970
614_256 att-33957
614_256 att-33797
614_256 att-27650
614_256 att-33754
614_256 att-33744
614_256 att-33685
614_256 att-33647
614_256 att-33639
614_256 att-33622
614_256 att-34326
614_256 att-33596
614_256 att-33587
614_256 att-33344

Outros conteúdos nesta categoria

725_480 att-79058
725_480 att-79037
725_480 att-79219
725_480 att-78924
725_480 att-78884
725_480 att-78680
725_480 att-78625
725_480 att-78617
725_480 att-78228
725_480 att-78208
725_480 att-78192
725_480 att-78176
725_480 att-77561
725_480 att-77521
725_480 att-77475